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No Rio, 55% dos anfitriões no Airbnb são mulheres e quase 30% são aposentad

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No Rio de Janeiro, a economia do turismo passa cada vez mais pelas casas das pessoas. Mulheres, aposentados e moradores que buscam renda complementar formam boa parte da comunidade de anfitriões no Airbnb na cidade, segundo dados da plataforma referentes a 2025. Hoje, 55% dos anfitriões cariocas se identificam como mulheres, quase 30% são aposentados e mais de 70% afirmam que hospedar não é sua ocupação principal1.

Renda, cotidiano e impacto nos bairros

O aluguel por temporada tem papel direto no cotidiano dessas pessoas. Em 2025, mais de 60% dos anfitriões do Rio disseram que a renda obtida no Airbnb os ajudou a continuar morando em suas casas. Metade afirmou usar o valor para pagar contas, e quase 35% disseram que a renda obtida ao disponibilizar seus espaços no Airbnb ajuda a enfrentar o aumento do custo de vida.

Em uma cidade marcada por grandes eventos, esse movimento ganha escala. Em 2025, mais de 50% dos anfitriões do Rio disseram ter recebido hóspedes para eventos na região onde vivem, ampliando a capacidade da cidade em momentos de alta demanda.

O impacto também se espalha pelos bairros. No ano passado, quase 75% dos anfitriões afirmaram ter contratado serviços de limpeza para preparar os imóveis, e mais de 50% disseram ter recorrido a profissionais como eletricistas, encanadores e outros prestadores locais. Entre aqueles que costumam orientar visitantes, quase 90% indicaram comércios, serviços e atrações no entorno do imóvel, ajudando a distribuir o fluxo econômico para além dos pontos turísticos tradicionais.

Quando a cidade enche, a rotina começa antes da chegada

Às vésperas de grandes eventos, como o show internacional na praia de Copacabana no próximo dia 2 de maio, anfitriões já começam a se preparar.

É o caso de Márcia Beserra, anfitriã no Airbnb na Zona Sul do Rio e advogada. Mãe de uma jovem com autismo, ela encontrou no Airbnb uma forma de obter renda extra e hoje compartilha com a filha, que hoje a ajuda como coanfitriã, toda a logística para receber seus hóspedes.

“Quando a cidade fica mais cheia, eu faço questão de alinhar regras, checar as orientações do prédio e deixar tudo claro para o hóspede. Isso ajuda muito a convivência e evita problemas.”

Márcia Beserra, advogada e anfitriã no Airbnb na Zona Sul do Rio.

Na prática, esse cuidado passa por antecipar dúvidas e orientar sobre a rotina do prédio, garantindo que quem chega entenda o funcionamento do lugar. Para Márcia, receber bem também significa respeitar o entorno e manter uma boa relação com vizinhos e administração do condomínio.

Para Fiamma Zarife, diretora-geral do Airbnb na América do Sul, esse movimento reflete uma transformação mais ampla na forma como o turismo acontece na cidade.

 “O Rio tem uma capacidade única de receber pessoas, e isso passa cada vez mais pelas casas dos moradores. Para quem viaja, é a chance de viver a cidade de forma mais próxima. Para quem recebe, é uma forma de gerar renda e participar desse movimento.”

Fiamma Zarife, Diretora-geral do Airbnb na América do Sul.

Para o Airbnb, a proposta neste momento é reforçar orientações práticas para anfitriões e hóspedes, com foco na convivência em áreas residenciais. “Em períodos de maior movimento, parte dessa experiência passa também pelo respeito à rotina dos bairros e das pessoas que vivem ali”, explica Fiamma.

A cada ano, o megaevento em Copacabana vem despertando mais interesse de visitantes de outros países. Em março, a Embratur já indicava esse movimento: para a semana do show, mais de 8 mil passagens aéreas foram emitidas por turistas estrangeiros, com destaque para Argentina, Estados Unidos e países da Europa2. É um fluxo que se soma ao público brasileiro e amplia a presença de turistas na cidade.


Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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