Polícia Penal transfere 14 líderes de facções criminosas para presídios federais

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Policiais do Sistema Penitenciário Federal transferiram 14 líderes de facções criminosas para presídios federais esta semana. Entre eles, membros do Comando Vermelho (CV), a principal facção do Rio de Janeiro, do Terceiro Comando da Capital (TCC) e milicianos.

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A operação de alto risco aconteceu entre 27 e 28 de junho, e foi acompanhada com exclusividade pela CNN. É a primeira vez em 17 anos história do Sistema Penal Federal que uma equipe de reportagem acompanha todo o processo.

No dia 27, as equipes saíram do aeroporto de Brasília para a primeira parada: o Rio de Janeiro. No Aeroporto do Galeão, seis líderes da facção ADA (Amigos dos Amigos) e milicianos saíram da esfera estadual para a federal.

O procedimento de transferência acontece na cela do aeroporto. Os agentes checam os dados do preso, fazem a revista pessoal e seguem o procedimento.

De lá, os seis foram levados para o presídio federal de Campo Grande, onde está o Nem da Rocinha, um dos criminosos mais conhecidos do Brasil. Ele está preso em presídios federais há 17 anos.

No segundo dia de transferências, um preso foi levado junto com as equipes da Polícia Penal Federal ao Rio de Janeiro, mas ali não seria o destino dele. Os policiais voltaram ao Rio para buscar outros sete líderes de facções criminosas. Esses, do Comando Vermelho e Terceiro Comando da Capital.

A viagem seguiu com acompanhamento da CNN até Catanduvas, o primeiro presídio federal do Brasil, no Paraná, para desembarque dos presos do Rio de Janeiro. Esse transporte precisou de mais atenção pela alta periculosidade dos detentos. O voo foi silencioso a maior parte do tempo.

A operação se encaminhou para o fim. As equipes embarcaram de volta ao Distrito Federal com um preso, o que embarcou em Campo Grande. No retorno, ele, que faz parte da ADA, é transferido ao Presídio Federal de Brasília, onde está Marcola, principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção de São Paulo.

Com essas duas operações, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), passam de 50 o número de transferências realizadas neste ano pelos policiais penais federais. Entre inclusões, devoluções, transferências e apresentação de presos em júri são mais de 150 movimentações só este ano.

Edgar Ribeiro, chefe do Grupo de Ações Especiais Penitenciárias (Gaep) na Senappen, explicou à CNN que foi detectada uma guerra entre facções nos presídios estaduais do Rio de Janeiro.

Com isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública colocou à disposição vagas em presídios federais para os líderes dos grupos, com o objetivo de evitar motins. Para ele, a operação foi um sucesso e correu dentro do programado.

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No primeiro dia de transferência a principal liderança transferida foi Alexandre Jorge do Nascimento, o Jason. Investigado pela morte de 40 pessoas na Baixada, onde atua. Responde por homicídio qualificado, homicídio simples, formação de quadrilha, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e estelionato. Ele foi do Rio de Janeiro para Campo Grande.

No segundo dia, considerado o mais perigoso foi Avelino Gonçalves Lima, o “Alvinho”. É apontado como chefe de uma facção que age exclusivamente em presídios estaduais. Foi do Rio para Catanduvas (PR).

A rotina no presídio federal

Os prisioneiros do Sistema Prisional Federal ficam em celas individuais de aproximadamente 7m² com cama, escrivaninha, banco e prateleiras em alvenaria, além de banheiro com sanitário, pia e chuveiro.

No período de triagem, que compreende os 20 primeiros dias na unidade prisional, o recém-chegado fica em uma cela do isolamento que tem aproximadamente 9m². Nela, há espaço para banho de sol individualizado.

Uma equipe multidisciplinar com médicos, psiquiatras, psicólogos, dentista, enfermeiros, assistente social e demais setores realizam o atendimento inicial desse interno para avaliar as condições de saúde.

É nessa fase de adaptação que o interno conhece seus deveres e direitos dentro de uma unidade federal. Somente advogados constituídos podem visitar o detento nesse período de inclusão.

Toda a assistência material é fornecida pelo Estado. O enxoval é composto por duas camisetas manga curta e longa, calça, agasalho, tênis, sapato, lençol, toalha, travesseiro e meias. No kit de higiene, há sabonete, desodorante, escova, creme dental, papel higiênico e produtos de limpeza.

A rotina alimentar de um interno é composta por seis refeições diárias: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

Além disso, durante o período em que o interno permanece em um presídio federal, o Estado tem controle do que chega ao preso e nenhum contato externo ocorre sem permissão ou fora do cumprimento dos protocolos e procedimentos de segurança.

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