Tomar um chope enquanto se petiscam acepipes árabes está entre os altos prazeres que a boemia pode proporcionar.
Os botequeiros viajantes poderão pensar nos tradicionais Bar Beirute, de Brasília, Bar do Toninho Árabe, em Belo Horizonte, Stambul, no Rio de Janeiro… Em São Paulo, o formato não é tão comum.
Os antigos talvez resgatem da memória o Salim, que funcionou na Rua Artur de Azevedo, mas fechou há cerca de uma década. E os mais animados talvez considerem o Al Janiah, na Bela Vista, que se autointitula restaurante palestino e centro cultural, mas tem mais jeito de balada.
Para os fãs de boteco, uma boa notícia é a abertura do Adega Habibi por alguns sócios do Standing Sushi Bar, em abril. As mesas se espalham por um calçadão na Faria Lima — não há assentos no salão —, e da parte interna vão saindo os petiscos em marmitas de alumínio com talheres descartáveis.
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À moda dos balcões de acepipe, a vitrine expõe opções frias como homus com beterraba (R$ 20,00) e tabule de polvo (R$ 34,00), no qual o molusco domina o sabor e a saladinha de trigo mais grosso vira mera coadjuvante.
O bom quibe cru (R$ 27,00) ganha uma versão incrementada (R$ 38,00) coberta de mais quibe salteado, tabule, coalhada e cebola frita, num saboroso excesso de informação.
Da ala quente, uma gostosura é o croquete de babaganuche (R$ 16,00 a dupla), com cobertura de maionese de melaço de romã que por pouco não rouba a cena.
Há também uma seleção de grelhados, na qual o shish taouk (R$ 18,00), espeto de frango com as bordas agradavelmente tostadas, recebe molhos como o chili oil.
Além do chope (R$ 9,99), escapa das torneiras um drinque fácil, fácil de tomar, o spritz de romã (R$ 19,99), feito em parceria com a Companhia dos Fermentados.
Adega Habibi
Publicado em VEJA São Paulo de 25 de junho de 2026, edição nº 3001.
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