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“O ‘turismo de massa’ é uma oportunidade”, diz CEO de maior agência corporativa

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Enquanto governos celebram recordes de visitantes internacionais — no Brasil, por exemplo, foram 9,2 milhões no ano passado — os turistas enfrentam filas gigantes, lugares lotados e celulares a postos para tirar a foto perfeita enquanto, em alguns casos, deixam para trás, efeitos negativos como poluição e danos ambientais. Mas, enquanto o setor de turismo tenta lidar com a frustração dos clientes, Edmar Mendoza Bull, CEO da Copastur, gigante do turismo, vê a situação como uma oportunidade.

“Olhamos o ‘overtourism’ como uma oportunidade de melhorar aquela experiência. Também temos, a partir disso, a capacidade de organizar uma mudança de comportamento”, diz o executivo, em entrevista ao programa Do Zero ao Topo, que conta histórias de empresas de sucesso.

Ele explica que, com as redes sociais e a velocidade de mudança, as temporadas estão mais rápidas. “Esta semana, o hype é um. Na semana que vem, será outro”, resume.

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Para ele, isso ajuda a desconcentrar a demanda: “existem muitos destinos bons que a maior parte das pessoas ainda não conhece. Temos a oportunidade de oferecer outros destinos, às vezes até em um orçamento mais atrativo, do que aquele que todo mundo quer só para tirar uma foto”, afirma.

Para o executivo, o futuro do turismo será personalizado, o que já é visto no segmento de luxo, que costuma antecipar tendências do mercado. Entre os exemplos citados estão hotéis ultraluxuosos, iates de grandes marcas internacionais, serviços de concierge e experiências exclusivas desenhadas sob medida.

“As possibilidades de personalização, de experiência e de surpreender o nosso cliente, não importa qual nível social ele está, é o que a gente vê como transformação ao longo do tempo”, afirmou o CEO.

Tendências das viagens corporativas

Com valor geral de vendas de mais de R$ 2 bilhões, a Copastur ficou conhecida como uma empresa de turismo corporativo. Apesar de ter expandido suas frentes de negócio, a empresa ainda responde por boa parte das viagens a trabalho que acontecem no país. “As viagens corporativas seguem em crescimento. O Brasil tem uma particularidade de, claro, ter grandes empresas nas regiões Norte e Nordeste. Mas ainda temos uma concentração maior no Sudeste e no Sul. Isso nos indica um potencial de crescimento muito grande de malha aérea, de oferta de hotelaria e serviços”, diz.

Segundo o executivo, em termos de atratividade para viagens corporativas as regiões Norte e Nordeste vão crescer muito nos próximos anos e isso, claro, trará uma necessidade maior de deslocamentos corporativos.


Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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