Tocante e sereno, filme colombiano da Netflix irá lavar a sua alma

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Crítica do filme ‘A Ausência que Seremos’: uma dolorosa memória paterna e a retratação da violência na Colômbia

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Não são poucas as obras do cinema que retratam a dor da perda e a necessidade de resgatar memórias de entes queridos. Grandes cineastas como Ingmar Bergman e Federico Fellini já se dedicaram a contar histórias assim, e agora o diretor espanhol Fernando Trueba também se junta a eles com o emocionante filme “A Ausência que Seremos” (2020).

O longa é uma adaptação das memórias de Héctor Abad Faciolince, um escritor e jornalista colombiano, que narra a história de seu pai, Héctor Abad Gómez (1921-1987), um reconhecido médico e defensor dos direitos humanos na Colômbia durante a ditadura do general Gustavo Rojas Pinilla. A história é contada sob a perspectiva de um jovem Héctor, o Quinquín, interpretado por Nicolás Reyes e Juan Pablo Urrego, conforme sua vida é marcada pela perda prematura e violenta do pai.

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A vida e luta de Héctor Abad Gómez

O médico Héctor Abad Gómez, vivido por Javier Cámara, lutava pelo acesso à saúde e saneamento básico para todos, especialmente os mais pobres. No entanto, suas ideias e postura humanista despertavam o desprezo de ambos os lados do espectro político na Colômbia. A direita o via como um guerrilheiro comunista, enquanto a esquerda o considerava um elitista imperialista por sua passagem pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos.

Em meio a crescentes tensões e ameaças, Abad Gómez decidiu concorrer a prefeito de Medellín, mas acabou sendo assassinado por milicianos envolvidos com o tráfico de drogas. Com a impunidade dos criminosos, o filme mostra como o legado do médico-humanista foi, em grande parte, esquecido.

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Uma homenagem à memória e à fragilidade humana

Fernando Trueba dirige “A Ausência que Seremos” com habilidade, mantendo-se fiel à história real e conferindo-lhe um caráter de documento histórico. O roteiro, escrito por Trueba em colaboração com seu irmão David, aborda o relacionamento entre pai e filho de maneira emocionante e delicada, além de mostrar como a violência e o narcotráfico marcaram profundamente a sociedade colombiana.

A atuação do elenco é outro ponto forte do longa: Javier Cámara brilha no papel de Héctor Abad Gómez, enquanto Nicolás Reyes e Juan Pablo Urrego alternam-se como o jovem Quinquín, espelhando a passagem do tempo e as mudanças na vida do personagem.

“A Ausência que Seremos” é um filme potente, que retrata com honestidade e sensibilidade a dor da perda e o valor das lembranças. Verdadeiro tributo à vida de Héctor Abad Gómez e ao legado que deixou, o longa nos mostra como a memória pode servir como resgate e cura, mesmo diante de perdas trágicas e injustiças. Um filme envolvente e emocionante, que merece ser visto e apreciado.

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