Sarah Jessica Parker diz que “passou da idade” de fazer facelift; saiba se existe idade máxima

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Em entrevista recente ao programa “The Howard Stern Show”, a atriz Sarah Jessica Parker disse que “já passou da idade de fazer um facelift” – nome popular para a cirurgia das rugas, a ritidoplastia. Aos 58 anos, a estrela de “Sex and The City” revelou ainda que não gosta de se olhar no espelho e falou sobre a pressão estética que as mulheres sofrem.

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“Acho que perdi a oportunidade de fazer aquele bom e velho facelift, que você faz quando tem 44 anos. Ouço histórias que deveria ter feito. Eu penso nisso tudo, pergunto às pessoas o tempo todo se é muito tarde para fazer. Mas eu entendo por que as pessoas fazem essas cirurgias. Há muita ênfase, especialmente em mulheres, sobre aparência. E eu não acho que seja errado, as pessoas têm de fazer o que for melhor para elas”, contou.

A eterna Carrie Bradshaw também abordou a questão de envelhecer em Hollywood. Logo que a primeira temporada da série “And Just Like That” foi ao ar, em 2021, diversas matérias tratavam sobre o tema envelhecer e, principalmente, sobre envelhecer “bem”.

“As pessoas comentavam que o meu cabelo estava grisalho. Primeiro, que não estava. Segundo que, se estivesse, quem liga. Existe muita discussão e muita opinião sobre a nossa aparência”, afirmou.

Afinal, existe idade limite para fazer facelift?

De acordo com a Associação Brasileira de Cirurgiões Plásticos, não há uma faixa etária limite. O facelift é uma cirurgia realizada para reverter os sinais do envelhecimento da face, visando amenizar rugas, sulcos faciais e flacidez, o que confere um aspeto mais jovem e descansado ao rosto.

“Há muitas pessoas na faixa dos 70 anos, por exemplo, que se submetem a procedimentos estéticos como o lifting facial. Obviamente, isto deve ser levado em conta quando pensamos no tamanho e na duração da cirurgia e, portanto, no trauma ao organismo e para sua recuperação. É imprescindível que o paciente esteja em plenas condições de saúde para se submeter ao procedimento”, explica o cirurgião plástico Jair Maciel, da associação.

O médico esclarece que há, sim, uma idade ideal para a cirurgia, que é entre o fim dos 40 e início dos 50, mas que esse procedimento pode ser realizado mesmo aos 70 anos, trazendo benefícios para a paciente.

Maciel explica também que, nos últimos anos, o procedimento passou por uma evolução para garantir resultados mais naturais com a técnica Deep Plane Facelift. “Anteriormente, os procedimentos de lifting facial poderiam resultar em uma aparência esticada e artificial. No entanto, as técnicas modernas se concentram em abordagens mais profundas, com reposicionamento da camada muscular, e poupando um pouco a pele. Além disso, os cirurgiões também se concentram na restauração dos volumes faciais, em vez de simplesmente esticar a pele”, diz.

Não há idade, mas há cuidados

Apesar de não haver um limite específico de idade, há cuidados que precisam ser seguidos, inclusive de hábitos de vida, como de alimentação e sono, e, especialmente, de doenças e condições pré-existentes.

“É nossa obrigação como médicos e cirurgiões conscientes orientarmos os pacientes para que a gente saiba tudo que motivou e o que a leva à cirurgia, inclusive do ponto de vista laboratorial. Então, avaliamos a alimentação, o sono, o funcionamento do intestino, como a pessoa lida com as emoções e as avaliações metabólicas, hormonais e funcionais”, explica o cirurgião plástico.

Pacientes que tenham qualquer comorbidade, como pressão alta ou diabetes, podem operar, mas desde que estas condições estejam totalmente controladas, alerta a associação.

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“Dentro deste mesmo raciocínio, não existe uma idade limite para se submeter a uma cirurgia plástica, mesmo estética, desde que o paciente esteja em boas condições de saúde. Claro que cirurgias muito longas, acima de sete ou oito horas, têm um risco aumentado de complicações tanto para o jovem quanto para o mais idoso.”

Procedimento não invasivos

Apesar de não ter feito nenhuma cirurgia plástica, a protagonista de “And Just Like That” comentou na entrevista que faz visitas regulares ao dermatologista com tratamentos menos invasivos, como peelings, para alcançar uma pele com mais brilho. De acordo com o médico Jair Maciel, estes procedimentos não são excludentes.

“Muitos peelings são realizados após as cirurgias plásticas para melhorar a qualidade da pele. Também podemos usar estratégias com associações de lasers e outras tecnologias tanto antes quanto após a cirurgia plástica”, finaliza.

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