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Robert Smith entra na Billboard Hot 100 como artista solo pela primeira vez – Rolling Stone Brasil

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Robert Smith, líder do The Cure há 50 anos, é reconhecido como uma das vozes mais marcantes do rock alternativo. Apesar de ter emplacado diversos sucessos ao longo de sua carreira com o grupo, ele acaba de conquistar algo inédito: seu primeiro marco nas paradas da Billboard como artista solo.

Smith figurou na Billboard Hot 100 com sua colaboração no novo álbum de Olivia Rodrigo, “What’s Wrong With Me“. A 10ª faixa de You Seem Pretty Sad For a Girl So In Love, lançado em 12 de junho, alcançou 15.5 milhões de streams nos Estados Unidos em sua primeira semana nas plataformas digitais e estreou em 17º lugar na parada desta semana.

O álbum de Rodrigo também estreou em primeiro lugar na parada Billboard 200, marcando o terceiro LP nº 1 da estrela pop e a maior semana de vendas de sua carreira.

No início de junho, Smith subiu ao palco do Primavera Sound Barcelona ao lado de Rodrigo e apresentou uma prévia da canção. A cantora sempre citou o The Cure como uma de suas bandas favoritas, o que tornou a colaboração significativa para ambos os artistas.

A Rolling Stone comentou sobre a performance. “Que lindo momento de conexão intergeracional! O deus da melancolia dos anos 80 estava radiante de orgulho e alegria, ao lado dela, cantando essa ótima música nova que ele ajudou a inspirar. Quem nunca sonhou em fazer uma lista de todos os seus problemas para perguntar a Robert Smith o que há de errado com você? E quem nunca sonhou com Robert cantando suas palavras de volta para você, garantindo que tudo vai ficar bem? Um brinde à Olivia por tornar esse sonho realidade”, afirmou a crítica.

O legado de Smith nas paradas da Billboard

O maior sucesso foi com “Lovesong“, de 1989, que alcançou o 2º lugar, e canções como “Friday I’m in Love“, “Just Like Heaven“, “Pictures of You” e “Why Can’t I Be You?” também apareceram ao longo dos anos.

Nas últimas 5 décadas, o The Cure vendeu mais de 30 milhões de discos em todo o mundo. Em 2019, o grupo foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll, e, em 2023, a Rolling Stone também incluiu Smith em sua lista dos 200 Maiores Cantores de Todos os Tempos.

“Ele transforma sua voz melancólica em um instrumento poderosamente expressivo, seja buscando uma miséria sexy (“Close to Me”), uma miséria autodepreciativa (“Let’s Go to Bed”) ou uma miséria profunda (“One Hundred Years”)”, escreveu a crítica.

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