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Virada Cultural SP: Black Pantera espanta chuva em show com fúria e carisma – Rolling Stone Brasil

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Boa parte da cidade de São Paulo enfrentava chuva significante nas horas iniciais do primeiro dia de Virada Cultural 2026 na cidade. Passando pelo trânsito até chegar no Palco Butantã, na Zona Oeste, a chuva ia amenizando até o início do show do Black Pantera, que se apresentaria às 17h no espaço.

Apesar do contratempo meteorológico, o show do trio mineiro, formado por Chaene da Gama (baixo, vocal), Rodrigo “Pancho” Augusto (bateria) e Charles Gama (guitarra, vocal), atrasou cerca de 10 minutos enquanto ainda eram recebidos pelos fãs que se apressavam após passarem pela revista na outra extremidade reservada para o Palco Butantã.

O primeiro grande momento da apresentação da banda não demorou muito para chegar. Na parte inicial, com “Padrão É o Caralho”, música do álbum Ascensão (2022) em que criticam as pressões estéticas da sociedade e relembram que “Jesus não é branco, não era ariano”, os artistas já mostraram sua ótima forma musical, seja no ritmo da percussão de Pancho, a levada do baixo de Chaene, ou os guturais de Charles — enquanto domina a guitarra.

Enquanto o telão de fundo mostrava a logo em chamas — que segue pelo repertório todo —, Black Pantera deu continuidade com “CANDEIA”, do disco PERPÉTUO (eleito um dos melhores de 2024 pela Rolling Stone Brasil), com sua poesia sobre orgulho negro e como os haters e ódio, na verdade, apenas os impulsiona. E a previsão é dos três não pararem de conquistar cada vez mais espaço na música brasileira, seja participando de grandes festivais (em 2025, foram ao The Town), números ou abrindo para o Korn no Allianz Parque.

Além de refletir sobre a humanidade, as letras da banda também referenciam outros artistas brasileiros e de outros gêneros, como “Fogo Nos Racistas”, precedida por um intenso solo de baixo de Chaene, que citou Djonga em “Olho de Tigre”: “Sensação, sensacional / Firma, firma, firma / Fogo nos racista”.

Apesar dos temas e da sonoridade serem bastante pesados, existem momentos de respiro, como bela “Tradução”, que Chaene fez para sua mãe, ou no inusitado uso da linha de baixo de “Billie Jean”, de Michael Jackson” para “FUDEU”. Logo antes, o baixista até brincou: “Michael, eles não ligam pra gente!”.

Seja como figura artística ou expoente social e político, Black Pantera fez mais um show digno de uma das mais importantes bandas do metal brasileiro contemporâneo — e da música nacional.

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Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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