Bartenders no balcão, garrafas nas prateleiras, barulho de gelo nas coqueteleiras… Nada muito diferente de um bar comum. Mas se você examinasse as taças pelos salões à meia luz do Setim, aberto em março, notaria peculiaridades (muito bem-vindas). Os drinques têm menos — ou nenhum — álcool, e as mesas podem reunir abstêmios (grupo que cresce pelo mundo) com fãs de um “biricutico”. Tem espaço para todo mundo. A carta, elaborada por Guilherme Barrella na consultoria NaMesa, investe em misturas moldáveis. De base não alcoólica, passam longe da linha suquinho ou refrigerante: têm complexidade, nuances, texturas — e você pode acrescentar um destilado, se quiser. O shrumble (R$ 27,00), ardido suavemente e com acidez gostosa, leva chá de melissa, shrub (xarope avinagrado) de morango, limão-taiti, bitter de ruibarbo e pimenta gochugaru. A sugestão é adicionar uma ou meia dose de soju (por mais R$ 30,00 e R$ 15,00), mais neutro. Mas só se quiser. Quase como uma batida mais leve, o tea time (chá-preto, leite de coco, cúrcuma, limão-siciliano e bitter; R$ 34,00) ressalta o cítrico na versão 0%. Com o scotch sugerido (mais R$ 30,00 ou R$ 15,00), ganham destaque notas tostadas. Há ainda drinques revisitados para reduzir o teor. Embora o paper plane funcione melhor com bourbon (variação ali disponível por R$ 55,00), o paper plane to spain (R$ 52,00), com jerez amontillado e oloroso, Aperol, licor de ervas e limão-siciliano, puxa para sabores oxidativos. A seleção de petiscos contempla diferentes gostos. Quem não dispensa uma fritura pode ficar nos pequenos pastéis de bacalhau, alho-poró e cream cheese (R$ 48,00, quatro).
Informações checadas em maio de 2026.
