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Nine

quando a infância perde tempo para brincar, todo mundo perde junto

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Existe uma pergunta silenciosa atravessando muitas famílias hoje: em que momento brincar virou exceção na infância?

Entre escola, telas, trânsito, cursos, rotina corrida e excesso de estímulos, muitas crianças passaram a ter dias cheios, mas pouco tempo livre. Tempo para inventar histórias, correr sem destino, brincar na terra, criar regras próprias ou simplesmente não fazer nada por alguns minutos.

Celebrado em 28 de maio, o Dia Mundial do Brincar surge justamente para lembrar algo que parece óbvio, mas vem sendo esquecido aos poucos: brincar não é recompensa, distração ou perda de tempo. É uma necessidade da infância.

E também um direito.

Brincar é tão importante quanto aprender

Segundo a Fundação Biblioteca Nacional, o Dia Internacional do Brincar foi criado em 1999 e passou a integrar o calendário internacional no ano 2000 para reforçar a importância do brincar no desenvolvimento infantil.

A instituição destaca que brincar auxilia no desenvolvimento físico, emocional, motor, social e cognitivo das crianças.

Mas o tema vai além da aprendizagem.

Em publicação do Ministério Público do Estado do Paraná, especialistas afirmam que crianças que brincam são mais saudáveis emocionalmente, desenvolvem vínculos afetivos mais fortes e apresentam maior capacidade de empatia, criatividade e convivência social.

O texto também alerta que a falta de brincadeiras e de interação pode aumentar situações de estresse infantil e impactar o desenvolvimento emocional ao longo da vida.

A criança não brinca para produzir resultado

Talvez uma das ideias mais importantes sobre a infância seja justamente esta: a criança não brinca porque aquilo será útil depois.

Ela brinca porque essa é sua forma de existir no mundo.

Materiais publicados pela Aliança pela Infância reforçam que o brincar livre ajuda crianças a experimentarem autonomia, imaginação, convivência e descoberta.

No documento “Em Defesa do Brincar Livre”, voltado aos Conselhos Municipais de Educação, o brincar aparece como parte central do desenvolvimento humano. O texto afirma que “a brincadeira é a principal linguagem da infância”.

A publicação também chama atenção para um comportamento cada vez mais comum nas cidades: crianças vivendo rotinas organizadas quase exclusivamente pelos adultos.

Talvez o brincar seja um dos poucos lugares onde a infância ainda pode existir sem cobrança

Existe algo profundamente humano nas brincadeiras infantis.

A criança brinca sem se preocupar se está sendo produtiva. Ela inventa mundos, muda regras, começa de novo, testa limites, cria personagens e transforma objetos simples em experiências gigantes.

O debate sobre brincar inevitavelmente também passa pela relação das crianças com dispositivos eletrônicos.

Talvez a principal mensagem da data seja simples: crianças precisam de tempo para viver a infância enquanto ela existe.

Porque brincar não prepara apenas para o futuro.

Brincar também sustenta o presente.


Por que o São Paulo para Crianças fala tanto sobre brincar?

No São Paulo para Crianças, falar sobre infância nunca foi apenas indicar passeios.

A plataforma nasceu com um propósito claro: ajudar famílias a redescobrirem a cidade ao lado das crianças e defender o brincar como parte essencial da infância.

Criado pela jornalista Priscilla Negrão, o portal acredita que brincar fortalece vínculos, amplia a convivência familiar e transforma a forma como crianças ocupam os espaços urbanos.

A missão do SP Crianças também passa pela valorização de cidades mais acolhedoras para famílias, com parques, praças, bibliotecas, centros culturais e atrações que respeitem a presença das crianças.

Ao longo dos últimos anos, o projeto se tornou uma das maiores plataformas de turismo e lazer familiar do Brasil, reunindo informações sobre passeios, cultura, viagens, gastronomia e experiências para famílias com bebês, crianças e adolescentes.

Mais do que um guia de programação, o portal defende o direito das crianças ao brincar, à convivência e à ocupação da cidade como cidadãs.

Porque infância também precisa de espaço, tempo e pertencimento.


Confira aqui tudo sobre a Semana Mundial do Brincar 2026

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Atualizado em 27 de maio de 2026.

Criado em 27/05/26


Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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