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PlayStation 6 pode custar mais de R$ 5.000, segundo relatório – Rolling Stone Brasil

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O PlayStation 6 pode se tornar o console mais caro da história da Sony — e talvez um dos mais caros já lançados por qualquer fabricante. Segundo um relatório obtido pelo insider KeplerL2, o custo de fabricação do PS6 estaria em torno de US$ 960 por unidade (aproximadamente R$ 4.900, na cotação atual), antes mesmo de considerar gastos com desenvolvimento, logística e marketing. Com a crise global de componentes de memória pressionando os preços, o valor final para o consumidor pode ultrapassar com facilidade a marca de US$ 1.000 (R$ 5.000).

Em uma sessão de perguntas e respostas com investidores, o CEO da Sony Interactive Entertainment, Hideaki Nishino, foi questionado sobre a possibilidade de a empresa manter o foco na rentabilidade do hardware do PS6. A resposta indicou que a estratégia de vender consoles abaixo do custo de fabricação, modelo historicamente adotado pela indústria, deixou de ser viável.

“Não é realista para nós absorver todos os aumentos de custo dos componentes, e já implementamos alguns reajustes de preço fora do Japão. Como princípio, não pretendemos vender hardware com perdas significativas”, afirmou Nishino, acrescentando que a empresa está “monitorando cuidadosamente o mercado” para garantir que os consumidores compreendam o valor entregue em relação aos preços praticados.

A crise de componentes que ameaça o orçamento do PS6 já tem impacto na geração atual. Em março, a Sony aumentou o preço do PlayStation 5 pela segunda vez em menos de 12 meses. A justificativa foi o mesmo cenário de “pressões contínuas no panorama econômico global” que agora ameaça o lançamento do próximo console. No mesmo período, a Microsoft confirmou reajustes de US$ 100 a US$ 150 nos consoles Xbox, atribuindo a alta ao fato de que os custos de armazenamento e memória para consoles já subiram mais de 2,5 vezes, com expectativa de nova duplicação até o outono de 2027.

O fenômeno ganhou até um apelido na indústria: “RAMmageddon”, em referência à escassez global de chips de memória RAM, que tem afetado toda a cadeia de eletrônicos de consumo. A situação é tão séria que, segundo um segundo relatório, a Sony pode estar considerando adiar o lançamento do PlayStation 6 de 2027 (data que vinha sendo especulada) para 2029, aguardando uma normalização do mercado de componentes antes de colocar o novo console nas prateleiras.

O cenário atual coloca o setor de videogames em um dilema sem precedentes: enquanto os custos de produção sobem vertiginosamente, o público tem limites claros do quanto está disposto a pagar por um console. O precedente aberto por GTA 6, com preço de R$ 449,90 no Brasil, e pelo Nintendo Switch 2, com Mario Kart World a US$ 80 nos EUA, já sinaliza que uma nova era de preços mais altos chegou para ficar. Se o PS6 realmente ultrapassar US$ 1.000, a discussão sobre quem ainda consegue bancar videogames como entretenimento “acessível” tende a se intensificar nos próximos anos.

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Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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