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O ex-membro do Iron Maiden que critica o documentário ‘Burning Ambition’

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O recém-lançado documentário Burning Ambition, que celebra as cinco décadas do Iron Maiden, vem dividindo opiniões não apenas entre o público, mas também no círculo de músicos que fizeram parte da história da banda.

Recentemente, o ex-guitarrista do grupo, Dennis Stratton, expressou publicamente seu descontentamento com o ritmo da narrativa e com a forma como certos períodos cruciais foram retratados no longa-metragem.

Stratton, que integrou a banda entre 1979 e 1980, gravou o álbum de estreia homônimo. O músico teve a oportunidade de assistir ao documentário em duas ocasiões — na estreia mundial em Londres e, posteriormente, em Belgrado, na Sérvia — e não escondeu um sentimento de frustração a respeito do tratamento dado ao começo de carreira do grupo.

Dennis Stratton com o Iron Maiden em 1980 (Foto: Virginia Turbett / Redferns via Getty Images)
Dennis Stratton com o Iron Maiden em 1980 (Foto: Virginia Turbett / Redferns via Getty Images)

Em entrevista ao canal Paulieflix (via Blabbermouth), o guitarrista lamentou o fato de a produção ter acelerado o passo ao abordar a fase inicial do Iron Maiden.

Ele comentou:

“O filme é fantástico para os fãs, mas para mim, é um pouco triste que tenham apressado a história dos primeiros trabalhos.”

Stratton fez questão de frisar que sua postura não se trata de ressentimento por não estar mais na banda, mas sim de uma observação sobre o valor histórico daquela época, quando o heavy metal cru e quase punk do grupo começou a ganhar contornos mais sofisticados com a adição de guitarras “gêmeas” e arranjos vocais.

“Não quero que a família Iron Maiden ou os fãs digam ‘é inveja’ ou ‘ele está ressentido porque não está mais na banda’. Não estou. (…) Tenho orgulho do que fiz nos primeiros anos do Iron Maiden, e também do que contribuí e trabalhei nas primeiras músicas. Porque, sim, em 1979, muitas vezes se dizia que a banda era muito punk e muito agressiva, e era assim que gostávamos. Mas ainda era preciso ter um pouco de classe, e é aí que, separando as guitarras e adicionando algumas harmonias vocais, você começa a tornar as músicas um pouco mais interessantes, não tão punk, não tão cruas. E é isso que me agrada.”

Outro ponto que gerou incômodo em Stratton foi a maneira como o filme retratou a fase em que Blaze Bayley assumiu os vocais, substituindo Bruce Dickinson nos anos 1990. Para o guitarrista, a edição do documentário pesou a mão contra Blaze:

“Fiquei com muita pena do Blaze, porque a forma como foi narrado deu a entender que, no minuto em que ele entrou para a banda, tudo desandou. As pessoas começaram a queimar discos. Começaram a falar sobre um culto demoníaco, e aí eles estavam tocando em clubes. E eu pensei: ‘Espere aí. Isso está… isso está insinuando algo…’ Parece que o Blaze está sendo culpado pela decadência da banda, o que não foi nada disso.”

Texto sobre Iron Maiden: Burning Ambition

Entre falhas e acertos, a resenha publicada pelo jornalista Igor Mirada na Rolling Stone Brasil destaca que Burning Ambition foca nos fãs. Uma abordagem condizente com o perfil discreto dos músicos do Iron Maiden, que preferem deixar os holofotes sobre o mascote Eddie.

Entretanto, aponta que essa proposta traz pontos fracos. De acordo com a avaliação, o período inicial da década de 1970 realmente recebe uma menção extremamente breve no filme, deixando de lado um aprofundamento contextual que enriqueceria a obra.

Leia trecho da resenha:

Iron Maiden: Burning Ambition não é indicado para conhecer mais ou se aprofundar na carreira do grupo. Apesar de uma breve menção ao contexto da década de 1970, a história praticamente começa em 1980, meia década após a fundação, embora seja o ano do lançamento do primeiro álbum. Ao longo de seus 107 minutos de duração, não há qualquer história sobre a criação de músicas ou discos. Alguns pontos da trajetória, como a saída do guitarrista Adrian Smith em 1990, são abordados de modo superficial. Outros são pautados com anedotas exaustivamente repetidas em outras entrevistas.”

Steve Harris destaca envolvimento limitado

Em entrevista ao programa de rádio Trunk Nation with Eddie Trunk (via site Igor Miranda), Steve afirmou sobre o filme:

“O documentário é sobre nós, mas não foi feito por nós. Acho que eles realmente deveriam ter deixado claro que é um documentário sobre o Iron Maiden, não do Iron Maiden.”

Rolling Stone Brasil: revista especial com Korn

À VENDA: O Korn estampa a capa da nova edição da revista Rolling Stone Brasil. Com um show especial no Allianz Parque marcado para 16 de maio, a lendária banda de nu metal narra seus próximos passos — incluindo um álbum que está sendo preparado — e reflete sobre como seus contemporâneos estão mais relevantes do que nunca. Também há entrevistas com Iron Maiden, Black Pantera, Spiritbox, Shavo Odadjian (Seven Hours After Violet), entre outros. Compre no site Loja Perfil.

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Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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