Medição de distorções no tempo pode confirmar teoria de Albert Einstein

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Uma equipe internacional de cientistas está tentando utilizar um método para testar a teoria da relatividade geral, publicada pelo físico Albert Einstein em 1915. De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Nature Astronomy, a teoria pode ser testada por meio de um método de análise de distorções do tempo.

Segundo a relatividade geral, a gravidade é o resultado da massa de objetos espaciais ao deformar a quarta dimensão, conhecida como espaço-tempo. A teoria explica que o tempo passa mais devagar nas proximidades de objetos massivos, como um buraco negro — é como na cena do filme Interestellar (2014), em que o personagem interpretado pelo ator Matthew McConaughey viaja para um planeta próximo a um buraco negro e, ao retornar para encontrar sua filha que vivia na Terra, se passaram mais de 100 anos.

O método citado pelos cientistas pode testar duas teorias importantes: a relatividade geral de Einstein e a fórmula de Euler.O método citado pelos cientistas pode testar duas teorias importantes: a relatividade geral de Einstein e a fórmula de Euler.Fonte:  Getty Images 

Os cientistas sugerem ser possível testar a distorção do tempo ao medir as diferenças na frequência de luz à medida que um objeto se afasta. Neste caso, a maior diferença é que os cientistas pretendem medir o desvio para a frequência vermelha.

Normalmente, o desvio é causado quando a luz tenta escapar de um poço gravitacional, o campo potencial ao redor de um corpo massivo. O método explica que a frequência de luz muda por conta das diferentes taxas dentro e fora do poço gravitacional, alterando a cor para o vermelho e permitindo a medição do tempo.

“A distorção do tempo prevista pela relatividade geral já foi medida com muita precisão em pequenas distâncias. Foi medido para aviões voando ao redor da Terra, para estrelas em nossa galáxia e também para aglomerados de galáxias. Propomos um método para medir a distorção do tempo em distâncias muito grandes”, disse a principal autora do estudo e professora associada da Universidade de Genebra (Suíça), Camille Bonvin, em uma mensagem enviada ao site Live Science.

Distorções no tempo, Albert Einstein e Leonhard Euler

Atualmente, as teorias que propõe que objetos massivos afetam o tempo apresentam diferentes taxas de distorção temporal. No caso da teoria de Albert Einstein, as distorções do espaço e do tempo são as mesmas. Ou seja, o objetivo do método é comparar se a distorção do tempo é a mesma da distorção do espaço e, possivelmente, comprovar veracidade da relatividade geral.

A imagem acima foi fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble e apresenta uma distorção causada por lentes gravitacionais, um fenômeno previsto por Albert Einstein.A imagem acima foi fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble e apresenta uma distorção causada por lentes gravitacionais, um fenômeno previsto por Albert Einstein.Fonte:  NASA/ESA/JPL-Caltech 

A equipe também acredita que o método pode testar a validade da fórmula de Euler, criada pelo matemático e físico suíço Leonhard Euler. A equação matemática é comumente utilizada por astrônomos para calcular o movimento das galáxias, assim, supostamente, eles poderiam confirmar se a matéria escura obedece às leis definidas por Euler.

“Será possível medir a distorção do tempo com os dados fornecidos por essas pesquisas. Isso é muito interessante por que pela primeira vez, poderemos comparar a distorção do tempo com a do espaço, para testar se a relatividade geral é válida, e também poderemos comparar a distorção do tempo com a velocidade das galáxias, para ver se a equação de Euler é válido”, Bonvin conclui.

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