O diretor Dan Reed, responsável pelo controverso documentário Leaving Neverland, voltou a criticar o legado de Michael Jackson e a forma como o público lida com as acusações de abuso sexual contra o artista. Em entrevista recente ao The Hollywood Reporter, o cineasta afirmou que muitas pessoas “simplesmente não se importam” com as denúncias.
A fala acontece em meio ao sucesso da cinebiografia Michael, que tem direção de Antoine Fuqua e vem registrando forte desempenho nas bilheterias. Para Reed, o filme ignora um aspecto central da vida do cantor. “Como contar uma história autêntica sobre Michael Jackson sem mencionar que ele foi seriamente acusado de abuso infantil?”, questionou o diretor.
Reed também criticou declarações recentes de Fuqua, que sugeriu que os acusadores do cantor poderiam ter motivações financeiras. “É irônico acusar essas pessoas de interesse em dinheiro quando há tanta gente lucrando com esse filme”, afirmou.
O documentarista defendeu ainda Wade Robson e James Safechuck, protagonistas de Leaving Neverland, dizendo que ambos nunca lucraram com as acusações. Segundo ele, processos judiciais só resultam em compensação financeira quando há vitória no tribunal.
Em uma das declarações mais polêmicas, Reed afirmou que o cantor seria “pior do que Jeffrey Epstein”, o que provocou forte reação de fãs nas redes sociais. O diretor também criticou a cobertura da imprensa, alegando que parte da mídia evita abordar o tema por pressão de fãs e interesses comerciais ligados ao espólio de Jackson.
As acusações contra o artista remontam a 1993, quando o jovem Jordan Chandler o denunciou por abuso. O caso foi encerrado após um acordo civil, sem que houvesse condenação criminal. Em 2003, novas acusações levaram Jackson a julgamento, mas ele foi absolvido em 2005.
Fonte: EW
LEIA TAMBÉM: ‘Michael’: Porque levou anos para dar vida à história de Michael Jackson
