Com uma vista impactante de parte da cidade, o Baio Cozinha Sulista ocupa o 23º andar do hotel W São Paulo. Enquanto se aprecia o skyline, saboreiam-se pratos de uma cozinha que encontra raízes na culinária do Rio Grande do Sul. É o que propõe o consultor gaúcho Tuca Mezzomo, do pausado Charco, que deve retornar no Itaim Bibi. Não se fala aqui de receitas clássicas, mas reinterpretadas à moda do cozinheiro, com uma marca autoral e cosmopolita. A elaboração, feita com brilho, cabe à equipe liderada pelo chef-executivo do W Thomaz Leão. Em um forno espanhol onde o calor lambe os ingredientes com intensidade, são assados tenros corações de galinha para assentá-los em creme de cebola confitada ao vinho marsala com um crocante de milho semelhante a uma tortilha, broto de ervilha e picles de maxixe que quase não se notavam (R$ 78,00). Outra opção de entrada, o crudo de robalo com os cubos do peixe envoltos em salsinha e com um aguachile mexicano abrasileirado pela uvaia ganha a adição de pimenta jalapeño, gel de pêssego lactofermentado, capuchinha e azeite de hortelã (R$ 112,00). Conquista o paladar pelo frescor e pela acidez, além de um toque de doçura do pêssego. Feito com batata-doce-roxa, o nhoque ganha creme de queijo de cabra, praliné de noz-pecã e chips de tubérculos (R$ 92,00). A maçã laminada como um mil-folhas é disposta sobre um tiquinho de crumble de amêndoa com creme inglês de canela e sorvete de leite (R$ 58,00). Não deixe de pedir o tanino (R$ 40,00), ótimo drinque não alcoólico. É feito de jabuticaba e semente de papaia, que traz um leve e delicioso travo amargo. Trata-se de uma criação da bartender Rachel Louise, gerente de bar do hotel.
Informações checadas em agosto de 2026.
