Mais de 2 500 aficionados por vinho compareceram, no último fim de semana, à primeira edição de VEJA Comer & Beber Wine Fest, que lotou o espaço de eventos do Shopping JK Iguatemi.
Com uma taça em punho — de cristal da importadora Tanyno, que também apresentou seu ótimo portfólio de brancos e tintos —, o público provou mais de 150 rótulos, disponíveis em 21 estandes e comprou garrafas com desconto.
“O sucesso do evento se deve ao perfil dos vinhos. A seleção focou na bebida com baixa intervenção, pequena produção e alta qualidade, além da diversidade de estilos”, afirma Arnaldo Lorençato, editor-executivo de VEJA SÃO PAULO e responsável pela curadoria gastronômica do festival.
A escolha dos expositores ficou a cargo do sommelier e curador do evento Léo Reis, com uma carreira de duas décadas no segmento. “Fizemos uma dupla curadoria. Primeiro, dos importadores e das vinícolas, e depois dos rótulos que cada um poderia trazer para o evento”, explica.
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Durante o evento, foram apresentados rótulos em primeira mão no Brasil. A Oinos trouxe exemplares da vinícola Cantalapiedra com foco na variedade verdejo, mas vinificada de forma borgonhesa.
A Tanyno acabou de fechar um acordo de distribuição do champanhe Tarlant — Gabriel Tarlant, membro da 13ª geração da família à frente da vinícola biodinâmica, e mostrou as versões brut zero e brut rosé.
O festival, aliás, foi um parque de diversões para os apaixonados por champanhe. A importadora Anima Vinum levou duas versões “new wave” da Côte de Bars, parte da região francesa de Champagne onde estão surgindo novas e ótimas vinícolas. A ratafia de Champagne do produtor Chavost, um raro vinho doce e licoroso, foi outra opção, trazida pela Vinho Veritas.
Também estavam em destaque os laranjas. É o caso do espumante pét-nat laranja La Maca Beu, de Nuria Renom, trazido pela Gavinho, o Léo Dirringer Virose 2024, da Alsácia, na França, da importadora Peso da Régua, e do brasileiro Vivente Laranja, feito com chardonnay e muscat.
As importadoras Vinho Veritas e Barbagianni e o projeto Era dos Ventos também trouxeram boas opções. Entre os campeões de vendas no festival, Emiliana Medauar, da jovem importadora Emi Wine, se surpreendeu com a procura pelo branco português Quinta das Marés Jampal: “Acredito que a curiosidade por uma casta local de Lisboa e pouco conhecida encantou os visitantes”.
A curiosidade também esvaziou as garrafas do vinho branco alemão Julius Trocken Sylvaner, trazido pela Weinkeller, especializada em rótulos alemães. O formato da garrafa bocksbeutel, aquela achatada e abaulada, típica da região da Francônia, funcionou como bom chamariz.
Na importadora Cépage, dedicada aos franceses, o primeiro rótulo a se esgotar foi o Beaujolais Blanc do Domaine Joubert.
Saciaram o apetite dos enófilos pratos de dois dos melhores restaurantes paulistanos, o cinco-estrelas máximas por VEJA COMER & BEBER D.O.M., em parceria com o Dalva e Dito, ambos do chef Alex Atala, e o Osso, churrascaria número 1 da cidade pelo guia anual e filial de uma casa do chef Renzo Garibaldi, na capital do Peru.
Vinícolas e importadoras
- Anima Vinum
- Arte da Vinha
- Barbagianni
- Cave Léman
- Cépage Vinhos de la Croix Vinhos
- Emi Wine
- Era dos Ventos
- Gavinho
- Monte Astral
- Oinos
- Peso da Régua Vinhos
- Tanyno
- Uva Vinhos
- Vinhas do Tempo
- Vinho Veritas
- Vivá Vinhos Naturais
- Vivente
- Weinkeller Vinhos
- Wines4U
- Zeroonze Vins
Restaurantes
- D.O.M./Dalva e Dito
- Osso
Expositores
- Forno Fecchio
- Pardinho Artesanal
- Premium Lindoia
- Rossio de Abrantes
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