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Apple Music afirma que músicas geradas por IA representam menos de 1% das reproduções na plataforma – Rolling Stone Brasil

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O Apple Music divulgou na última quarta, 20, um comunicado interno enviado a seus parceiros com dados inéditos sobre o impacto da inteligência artificial na plataforma. Segundo o serviço, músicas geradas por plataformas de IA representam menos de 1% de todas as reproduções semanais, e 65% dessas faixas nunca receberam uma única reprodução. “Acreditamos que a tecnologia deve amplificar os artistas, não substituí-los”, diz o comunicado.

Para identificar e monitorar esse conteúdo, o Apple Music desenvolveu tecnologia própria. O vice-presidente da plataforma, Oliver Schusser, havia mencionado a ferramenta em entrevista à Billboard no mês passado: “Desenvolvemos tecnologia internamente que nos permite ver exatamente que tipo de música está sendo entregue e qual modelo de IA foi utilizado”, segundo o comunicado. Faixas geradas por IA que também utilizam manipulação de reproduções são removidas automaticamente da plataforma.

As regras em torno do conteúdo artificial também foram atualizadas. Em fevereiro, o Apple Music revisou seu Music Style Guide para proibir explicitamente o uso de IA de forma enganosa, reforçando políticas já existentes contra falsidade de identidade, spam e conteúdo que gere confusão nos usuários. Em março, a plataforma introduziu as chamadas “etiquetas de transparência”, um sistema de marcação que exige que gravadoras e distribuidoras informem quando uma obra envolve uso de IA em faixas, composições, artes e vídeos.

Ainda segundo o comunicado, as principais distribuidoras já começaram a incluir esses dados quando pertinente, e a exigência será estendida a todos os parceiros no futuro. “Acreditamos que gravadoras e distribuidoras devem assumir um papel ativo na construção de políticas setoriais em torno da IA, e isso começa pela entrega de conteúdo de forma mais transparente”, afirma o texto.

Além das medidas contra IA, o Apple Music reforçou sua posição contra fraudes de reprodução. A plataforma afirma ter excluído mais de 2 bilhões de reproduções manipuladas desde 2022, revertendo os royalties correspondentes ao fundo geral de pagamentos. Segundo o comunicado, a taxa de manipulação de reproduções no serviço está abaixo de 0,5%, “um dos índices mais baixos do setor”, segundo a empresa.

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Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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