Em agosto de 2026, três décadas após a morte de Tupac Shakur, foi iniciado o julgamento do assassinato do astro do hip-hop. O acusado é o ex-líder de gangue Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, que foi preso em setembro de 2023. (Davis não foi acusado de ter puxado o gatilho, mas, pela lei de Nevada, uma pessoa pode ser acusada de homicídio se tiver auxiliado e instigado o crime.) Ele se declarou inocente.
Nesta terça, 18, durante o segundo dia de julgamento, uma troca de tiros teria ocorrido do lado de fora do tribunal de Las Vegas, próximo ao horário em que a família de Shakur saía para almoçar.
Segundo o Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas, os agentes foram acionados pouco depois das 13h, devido a relatos de supostos disparos perto de um Starbucks a alguns quarteirões do centro de justiça onde ocorre o julgamento. Os policiais investigaram a área e constataram que não houve feridos. Não foi possível confirmar a ocorrência de um tiroteio (via revista People).
A polícia tratou o caso como uma ocorrência isolada, sem ligação direta com o processo do rapper. A investigação continua em andamento e nenhum outro detalhe foi divulgado até agora.
No período da tarde, o julgamento seguiu normalmente. A família de Tupac retornou para ouvir o depoimento de James McDonald, que atuava como chefe de segurança da Death Row Records na época do assassinato de Shakur. A expectativa é que o julgamento dure aproximadamente um mês.
A relação de Davis com a morte de Tupac Shakur
Aos 25 anos, Tupac Shakur estava em Las Vegas para assistir à aguardada luta de boxe entre Mike Tyson e Bruce Seldon em 7 de setembro de 1996, no MGM Grand. Depois que Tyson nocauteou Seldon, Shakur entrou em uma BMW preta com o chefe da Death Row Records, Marion “Suge” Knight, e seguiu para uma boate.
Embora Davis não seja acusado de ser o atirador, ele responde por ter ajudado a orquestrar o ataque ao fornecer a Glock calibre .40 usada para assassinar Shakur. Davis também já afirmou anteriormente que estava sentado no banco do passageiro dianteiro do carro dos assassinos.
Após a prisão, Davis mudou de postura. Ele negou ter tido qualquer participação no tiroteio, oferecendo diferentes explicações para ter dito que era o mentor do crime — incluindo a alegação de que não estava em Las Vegas naquela noite — e disse que exagerou sua conexão por “fins de entretenimento”.
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