Um piano bar. Assim se autodenomina o Pitéu Bar, debruçado desde outubro de 2025 numa ladeira de Perdizes, pertinho do tradicional Bar do Gê. Mas não espere um espaço chique ou solene, como o título pode soar. A casa é um boteco, com mesas na calçada e um salão pequeno, de jeito meio rústico-litorâneo. No canto, um piano vertical é dedilhado, geralmente nas noites de sexta e nas tardes de sábado e domingo, em apresentações de MPB, jazz e blues (couvert artístico por até R$ 25,00), com artistas escolhidos a dedo pelo sócio e músico Pedro Brusk, que vez ou outra assume o instrumento. A animação aliada ao espaço exíguo faz com que os shows contagiem o público até a calçada. Enquanto curte o som, a galera tem à disposição long necks de cerveja (a partir de R$ 12,00) e uma pequena seleção de vinhos (a partir de R$ 95,00) — você também pode trazer o seu de casa, pagando R$ 40,00 de taxa de rolha. Nem sempre vale pedir as caipirinhas criativas, como a de figo fresco (R$ 33,00, com cachaça), com açúcar demais. A cozinha é tocada pelo sócio Bruno Mendonça, que já teve o Manu.el, na Vila Madalena. À vontade com peixes e frutos do mar, o chef prepara uma boa bochecha de prejereba na forma de filézinhos empanados em farinha panko e lambuzados de molho de maracujá e mostarda fermentada. Podem vir em porção (R$ 35,00) ou fazer parte de um sanduíche no brioche com rúcula, tomate e aïoli (R$ 42,00). Os vôngoles (R$ 35,00) em molho de vinho branco e alho também merecem ser pedidos, se você não se importar com o trabalhão que é pescar a carne dentro de cada concha. Outra atração é a porção de conservas variadas (R$ 30,00), que, além dos triviais tremoço, azeitona, batatinha e salame, pode trazer ainda pinhão e quiabo deliciosamente avinagrados. Faz bem o estilo botequim (neste caso, um boteco com piano no salão).
Informações checadas em agosto de 2026.
