Entre praias, trilhas e uma agenda crescente de eventos e negócios, Florianópolis é um dos principais destinos turísticos do país. O Airbnb entra nessa equação ao ampliar as opções de estadia e contribuir para a economia local. Em um ano, a atividade do Airbnb movimentou R$ 5 bilhões1 na economia da capital catarinense.
É o que revela a atualização do estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com dados referentes a 2025, que acompanha a evolução do impacto econômico da atividade do Airbnb em Florianópolis. A atividade contribuiu com mais de R$ 2,8 bilhões para o PIB e gerou mais de R$ 415 milhões em tributos, além de sustentar mais de 31 mil postos de trabalho.
Fluxo turístico distribuído
Os dados da plataforma2 indicam o papel dos anfitriões na distribuição do fluxo de visitantes pela cidade: mais de 60% recomendaram a seus hóspedes lugares pouco conhecidos pelos turistas no último ano.
Os negócios locais também aparecem entre as recomendações feitas aos visitantes. Entre os anfitriões que fizeram recomendações aos hóspedes, mais de 95% afirmaram que as fizeram dentro do próprio bairro de seus anúncios, além de mais de 90% que recomendaram restaurantes ou cafés locais.
Para a Diretora Geral do Airbnb para a América do Sul, Fiamma Zarife, os dados refletem o fortalecimento de Florianópolis como destino para turistas brasileiros e estrangeiros. “É gratificante verificar como o potencial turístico de Florianópolis vem se destacando e observar que o Airbnb colabora para esse fortalecimento do turismo, não só com a democratização das estadias, mas também levando visitantes para além dos roteiros mais conhecidos: mais de 60% dos anfitriões na cidade indicam a seus hóspedes lugares pouco explorados pelos turistas, o que ajuda a espalhar os benefícios do turismo por mais bairros da ilha. Esse mesmo olhar orienta a parceria que desenvolvemos com a Prefeitura para o compartilhamento de inteligência mercadológica”, destaca.
Em agosto de 2025, a capital catarinense firmou uma parceria com o Airbnb para o compartilhamento de dados agregados e anônimos sobre tendências de viagem e fluxo turístico, com o objetivo de desenvolver ações de promoção do destino, apoiar políticas públicas e contribuir para o desenvolvimento do turismo local.
Renda que movimenta toda a cidade
De acordo com a FGV, a atividade do Airbnb gerou mais de R$ 1,4 bilhão em renda em 2025. Os dados da plataforma ajudam a mostrar como esses recursos se espalham pela economia local, por meio de melhorias nos imóveis e da contratação de profissionais.
Na capital catarinense, 60% dos anfitriões afirmaram ter contratado, no último ano, serviços de encanadores, eletricistas e carpinteiros, enquanto 70% recorreram a profissionais de limpeza para auxiliar nos cuidados com as acomodações.
Complemento ao orçamento familiar
Em Florianópolis, a maioria das pessoas que compartilha seus espaços busca complementar a renda. Quase 70% dos anfitriões afirmam que receber hóspedes não é sua ocupação principal e quase 90% dizem que eles ou suas famílias são proprietários dos espaços anunciados na plataforma. Entre os anfitriões de quartos privados, mais da metade afirma disponibilizar seus espaços como uma forma de complementar o orçamento.
A renda obtida com a atividade ajuda muitos anfitriões a arcar com as despesas do dia a dia. Quase 60% dos anfitriões entrevistados afirmam que recebem hóspedes no Airbnb para obter recursos adicionais, enquanto quase metade diz que essa é uma forma de ajudar a fechar as contas.
Os dados mostram ainda como esses recursos fazem diferença no orçamento doméstico. Mais de 60% afirmam que os valores obtidos contribuíram para que continuassem morando em suas casas, além de mais de 60% os utilizaram para cobrir despesas como alimentação e outros custos que ficaram mais caros.
Práticas sustentáveis nas estadias
Em uma cidade ligada à natureza e marcada pela presença de áreas de preservação, a sustentabilidade também aparece entre as práticas adotadas pelos anfitriões. Mais de 40% afirmaram ter oferecido opções de reciclagem ou compostagem em seus anúncios no último ano, enquanto 30% disseram ter incorporado equipamentos ou melhorias voltados à eficiência energética.
