Lançado nos cinemas brasileiros em 19 de março, Devoradores de Estrelas é a mais nova ficção científica dirigida por Phil Lord e Christopher Miller. Criadores e produtores da franquia Homem-Aranha no Aranhaverso, os diretores adaptaram a história do livro de Andy Weir, autor de Perdido em Marte, best seller do New York Times.
Estrelado por Ryan Gosling, o longa acompanha o professor de ciências Ryland Grace, que acorda em uma espaçonave a anos-luz da Terra, sem nenhuma lembrança de quem é ou como chegou ali. O personagem relembra sua missão aos poucos, revelando ao público sua grande missão: resolver o enigma de uma substância misteriosa que está fazendo o Sol morrer.
Com a companhia de um novo amigo intergalático, Grace embarca em uma jornada que consegue fazer a audiência se divertir e se emocionar na mesma medida. O filme se divide entre presente e passado, com flashbacks que revelam o caminho de Grace até o espaço. A personagem mais marcante do núcleo narrativo do Planeta Terra é Eva Stratt, diretora responsável pelo Projeto Hail Mary.
O Projeto Hail Mary é o responsável pelo esforço de salvar o planeta, e é o grande foco das memórias na Terra de Grace. Stratt é interpretada por Sandra Hüller, atriz indicada ao Oscar por Anatomia de Uma Queda e do vencedor da estatueta dourada Zona de Interesse.
Por mais que o filme se concentre na maior parte do tempo no personagem de Gosling, Hüller rouba a atenção com a interpretação sensível da diretora do programa espacial. Uma personagem moralmente ambígua, Stratt é focada em salvar a população humana, custe o que custar. Mesmo se mostrando fria e determinada, a personagem brilha em uma cena de karaokê ao som de “Sign of the Times” e em uma reviravolta final surpreendente.
Em entrevista exclusiva à Rolling Stone Brasil, a alemã falou sobre seu afeto por Harry Styles, a experiência de gravação hollywoodiana e mais.
Acho que combinou muito bem com os temas, foi uma ótima cena. Também quero perguntar qual é a diferença entre fazer filmes mais independentes aos quais você está acostumada, que se saem muito bem com a Academia e em Berlim, e um filme de ficção científica de grande orçamento estilo Hollywood. Qual é a diferença?
Nossa, não sei. Acho que é claro que é a escala das coisas, como tudo é organizado e tudo mais. Mas o trabalho em si é o mesmo. Estou acostumada com sets menores, isso com certeza. Nunca estive em um set grande assim antes. Acho simplesmente assombroso como essas coisas são gerenciadas. É um milagre para mim. E sou muito grata por conhecer essas duas versões do cinema. Provavelmente existem muito mais ainda, mas agora conheço essas duas.
Ótimo. Sobre a Strat: ela é descrita nos livros como uma mulher muito decidida, e acho que esse é o caso da maioria dos seus personagens que já vi até agora. Vejo que são todas mulheres muito fortes, que se defendem e defendem o que acreditam. Ela tem um lado um pouco moralmente ambíguo, acho. Então quero saber o que você pensa sobre ela, porque algumas das escolhas dela no filme podem ser vistas de ambos os lados, então quero ver como você a enxerga.
Eu a admiro. Quero ser franca com você. Admiro muito pela sua tomada de decisão, sua franqueza e seu calor. Ela é carinhosa e sabe ouvir. Mas ao mesmo tempo, nunca perde o objetivo de vista. Ela sabe o que está fazendo e tem uma autoridade natural que eu sonho em ter. Para mim, ela é um dos grandes personagens de um romance ou de uma tela com quem posso me espelhar.
Falando em se espelhar — qual é a diferença no seu trabalho e na sua percepção de um personagem entre ter um roteiro original e ter um livro ou uma adaptação previamente?
Não há diferença. Acho que o roteiro é o material com o qual estamos trabalhando. E é daí que eu parto.
Devoradores de Estrelas está atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros. Ainda sem data de estreia confirmada no streaming, o longa será disponibilizado no Prime Video. Confira o trailer da novidade abaixo:
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