Enquanto Hollywood vive uma verdadeira febre de cinebiografias musicais — incluindo projetos ambiciosos como os quatro filmes planejados por Sam Mendes sobre os Beatles —, o líder dos Rolling Stones, Mick Jagger, admitiu que a ideia de levar a história de sua própria banda para as telonas é algo que o atrai. No entanto, o vocalista revelou que tem uma grande ressalva antes de dar o sinal verde para o projeto.
Em entrevista recente à revista britânica GQ (via Far Out Magazine), Jagger explicou que se preocupa com a complexidade de resumir mais de seis décadas de estrada em pouco mais de duas horas de filme. Para o vocalista, tentar abraçar a história completa dos Stones desde 1962 seria um erro técnico e artístico.
O cantor defende que as melhores produções do gênero são aquelas que fazem um recorte preciso na linha do tempo de um artista. Ele usou como exemplo o longa A Complete Unknown (Um Completo Desconhecido, no Brasil), lançado em 2024 e focado na transição de Bob Dylan do folk para a guitarra elétrica.
Jagger refletiu a respeito:
“Há muitas maneiras de se fazer uma cinebiografia. Na maioria das vezes em que você faz uma cinebiografia, você escolhe uma pequena seção da vida de alguém, emoldurada por algumas outras coisas. Você precisa pensar: em qual parte vai focar? Onde estão os seus dois anos de maior interesse?”
Dilema sobre cinebiografia dos Rolling Stones
O grande dilema, portanto, é bater o martelo sobre qual período da trajetória dos Rolling Stones escolher. Com uma trajetória que perpassa a explosão do rock britânico nos anos 1960, a trágica morte de Brian Jones, o exílio na França para a gravação de Exile on Main St. nos anos 1970 e a reinvenção como uma banda de turnês em estádios, definir o foco é uma tarefa complicada, admite Mick Jagger:
“É algo que me interessa, mas não sei qual parte escolher, pois é um período longo demais.”
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