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5 destaques do novo álbum de Olivia Rodrigo, segundo Rolling Stone – Rolling Stone Brasil

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Olivia Rodrigo vai muito além da melancolia em seu terceiro álbum, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love. Ao longo de 13 faixas, a superestrela retrata todas as emoções belas, feias e dilacerantes que acompanham o amor de uma forma realista e madura. Já se passaram três anos desde o último lançamento de Rodrigo, Guts (2023), e nesse tempo ela não apenas amadureceu, como também se tornou mais sábia — e sua música reflete essa maturidade conquistada com muito esforço. Ela está explorando uma nova paleta sonora e expandindo sua composição. Aqui estão as cinco principais impressões da Rolling Stone sobre o novo projeto.

Rodrigo é muito mais do que apenas sábia para a sua idade.

Rodrigo provou repetidas vezes ser uma compositora magistral de baladas melancólicas e hinos de términos dolorosos. Foi literalmente isso que a apresentou ao mundo. Mas em You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, ela mergulha nas zonas cinzentas dos relacionamentos românticos. Ela não está cantando sobre traições explícitas como em Sour (2021) ou lançando farpas espirituosas contra um ex como em Guts; em vez disso, Rodrigo cria uma inquietante sensação de desconforto ao longo do álbum.

Em “Maggots For Brains”, ela descreve a ansiedade de separação de um relacionamento com versos detalhados como: “Tudo parece mofado / Como as frutas que estão na minha geladeira”. O impacto devastador de “Less” e “Cigarette Smoke” são reflexões suaves sobre o fim de um relacionamento, que a levam a duras constatações como “Se me amar significa dizer ‘Amor, acho que é o fim’, bem, acho que eu queria, queria, queria / Que você me amasse menos” e admitindo: “Eu te detesto / Por não ser corajoso”. — Maya Georgi.

Rodrigo aprofunda seu conhecimento enciclopédico sobre rock.

Já sabíamos que Rodrigo era uma estudiosa do rock muito antes de Girl So In Love. Basta pensar na sua referência a Billy Joel em “Déjà Vu” — e sua eventual parceria com ele —, em como a explosiva faixa de abertura de Guts, “All-American Bitch“, foi inspirada pelo Rage Against the Machine, e na sua presença na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame de 2025, onde homenageou o amigo Jack durante a entrada do White Stripes. Assistimos a um encontro de mentes entre ela e David Byrne no ano passado, não uma, mas duas vezes, enquanto GSIL apresenta um dueto impressionante com Robert Smith, do The Cure.

Mas o resto deste magnífico álbum oferece vislumbres da profundidade do seu amor pelo rock, que a acompanha desde sempre. Liv é claramente uma garota New Wave agora, fazendo uma referência ao Modern English em “Purple” (um refrão da música de 1982 “I Melt with you” que com certeza vai derreter em nossas mentes para sempre), enquanto os sintetizadores brilhantes de “Expectations” soam tão Devo da época de “Girl U Want” (1980) que ela poderia muito bem estar usando uma cúpula de energia e curtindo com o Booji Boy. E se “u + me = <3” ser sonoramente reminiscente do The Cure não fosse suficiente, ela canta sobre tentar impressionar a irmã de um cara com seu gosto por — espere só — yacht rock! Só podemos sonhar que, no tempo livre de Rodrigo, ela esteja ouvindo Steely Dan e cantando “Deacon Blues”. Até lá, todos nós deveríamos sentar e tomar notas da Professora Rodrigo. — Angie Martoccio.

Ela só quer te contar uma história.

Ao contrário de Sour e Guts, que pareciam uma colagem das experiências e sentimentos profundamente pessoais de Rodrigo, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love narra a história completa de um relacionamento, do começo ao fim. É a primeira vez que vemos a cantora compor dessa forma, com uma história completa em mente, e ela se inspirou em sua própria dor de coração e em seu primeiro “relacionamento sério”, como ela mesma o chamou. O álbum é dividido em lado A e lado B, com a primeira metade capturando as primeiras borboletas no estômago (“Drop Dead“) e a empolgação de estar a fim de alguém (“Stupid Song“) e se apaixonar de verdade (“Honeybee“). A segunda metade explora a espiral descendente e o inevitável fim de um relacionamento.

Dan e Olivia estão em sua melhor forma.

Em 2020, o produtor e músico Dan Nigro estava navegando pelo Instagram quando se deparou com um vídeo de Rodrigo cantando “Happier“, música que ela ainda não havia lançado. Ele ficou tão impressionado que enviou uma mensagem direta para ela, querendo trabalhar juntos, e logo eles formaram uma parceria sólida. Rodrigo e Nigro trabalharam em Sour and Guts, extraindo o melhor de cada um.

Mas But You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love é a colaboração deles em sua melhor forma, mostrando o quão bons eles se tornaram em acertar o som, aprimorar a produção e entregar um álbum impactante que não poderia vir de mais ninguém. As referências a The Cure, ao New Wave e bandas dos anos 80 nunca soam forçadas, exageradas ou presas demais ao passado. Músicas como “Maggots For Brains” e “Expectations” são ótimos exemplos de como eles reinventam sons do passado sem que pareçam derivados; na verdade, ambas as faixas têm um pé firmemente plantado no cenário pop atual. O álbum como um todo se apresenta como uma coleção coesa de experimentos sonoros — e que demonstra a magia de Nigro-Rodrigo. — JL

Robert Smith, do The Cure, a entende quando ninguém mais entende.

Para Olivia Rodrigo, a New Wave dos anos 80 é o livro do amor; é o ideal de quão real a conexão emocional pode ser, nos ápices sublimes de “Just Like Heaven” ou “I Melt With You”. Mas também é a essência de quão baixo ela pode chegar. Ela sempre foi uma fã incondicional do The Cure, então é uma verdadeira conquista para ela ter a participação especial do próprio deus da melancolia, Robert Smith, em “What’s Wrong With Me”. É uma demonstração do respeito e da admiração dele por ela.

“Fico impressionado com a facilidade com que ela faz tudo isso”, disse Mad Smith após o dueto deles no Primavera Sound no último fim de semana. “Parece muito fácil, muito natural, e eu não sou exatamente um artista nato.” Olivia, por sua vez, deu o testemunho de uma verdadeira fã: “Robert tem sido a trilha sonora da minha vida desde que me lembro.”

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