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Varanda D.Inner faz menu degustação de inspiração japonesa com carnes | Blog do Lorençato

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Começo confessando uma implicância. Não sou fã de denominações gastronômicas adaptadas. Em geral, acabam soando falsas. Esta foi minha primeira reação ao ouvir a expressão “omakassê de carnes”.

Essa resistência durou até conhecer o trabalho do chef Fabio Lazzarini no Varanda D.Inner. Nos jantares de terça a sábado, ele se dedica a elaborar um refinado menu inspirado pela culinária japonesa, devotado às carnes e combinado a ingredientes brasileiros.

Vale uma breve volta no tempo para entender o começo de tudo. Em fevereiro de 2025, Fabio montou um balcão na entrada da unidade Jardim Europa da churrascaria Varanda, de seu pai Sylvio Lazzarini, onde o Varanda D.Inner funciona desde 2022.

Steal tartare: de alcatra sobre um ninho de mandioquinha frita e salpicado de queijo Tulha (Lígia Skowronski/Veja SP)

Originalmente, atendiam-se seis clientes por noite. Deu tão certo que, entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, houve uma reforma que dobrou o número de assentos.

Nesse período de hiato, o cozinheiro rodou o Japão — em vinte dias, visitou quase quarenta restaurantes.

Ele, que teve sua formação gastronômica aperfeiçoada na Itália, se apaixonou pela culinária do país asiático e mescla técnicas com maestria.

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A degustação em treze etapas é servida só com reserva e muda com frequência.

O menu que provei incluía um trio de bocadas: tartelette com uma cobertura de carne-de-sol curada no restaurante com bottarga e picles de maxixe; brioche coberto por coalhada de ovelha, picanha e caviar uruguaio; e temaki crocante (tartare de filé-mignon com pera asiática, pepino e molho picante gochujang).

Brilhou na sequência o steak tartare de alcatra sobre um ninho de mandioquinha frita, salpicado de queijo Tulha e sanshô, especiaria asiática que traz uma agradável sensação de formigamento no palato.

Gunkan: enrolado em alga, o steak tartare de gado japonês leva nabo picante ralado com pimenta-de-cheiro (Lígia Skowronski/Veja SP)
Guioza: de codorna e foie gras, com molho ponzu cítrico com alho crocante, gergelim e óleo de pimenta (Lígia Skowronski/Veja SP)

Recheado com um naco de wagyu brasileiro, o sandu traz shokupan tostado na manteiga de garrafa e molho tonkatsu.

Em um molho ponzu deliciosamente cítrico com alho crocante, gergelim e óleo de pimenta, nada o guioza de codorna e foie gras.

O chawanmushi, clássico flã de ovos, leva açafrão, carninhas de ossobuco e toque de yuzu.

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Sandu de wagyu: shokupan tostado na manteiga de garrafa e molho tonkatsu (Lígia Skowronski/Veja SP)

Acabou aí? Não. Tem ainda minidocinhos: panacota de shissô com espuma de coco e nibs de cacau, macaron de yuzu e um delicioso tablete de toffee, chocolate, amêndoa e flor de sal, este feito por Giuliana Cupini, prima de Fabio.

Minidocinhos: panacota de shissô com espuma de coco e nibs de cacau, macaron de yuzu e tablete de toffee, chocolate, amêndoa e flor de sal (Lígia Skowronski/Veja SP)
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A degustação sai por R$ 690,00. Curiosamente, um dos melhores restaurantes de carne da cidade fica no interior de uma churrascaria.

 

Avaliação: ÓTIMO

 

Varanda D.Inner

Rua Prudente Correia, 432, Jardim Europa, tel. 3039-6500 (12 lugares). 19h30/22h (fecha dom. e seg.). Rolha: R$ 120,00. Tem acessibilidade. Aberto em 2022. $$$$

 

Publicado em VEJA São Paulo de 10 de julho de 2026, edição nº 3003.

 

 

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