Um ano após a morte de Ozzy Osbourne, em 22 de julho de 2025, Birmingham celebrou nesta quarta, 22, o primeiro Ozzy Day, data oficial criada na cidade natal do músico, no Reino Unido. A programação reuniu apresentações ao vivo de clássicos do Black Sabbath, performances orquestrais, exposições de arte e encontros de fãs de metal pesado pelo centro. Tudo gratuito e voltado a celebrar a trajetória de um dos artistas mais influentes da história do rock.
Sharon Osbourne, viúva e ex-empresária do músico, concedeu entrevista à BBC Radio WM para marcar a data e pediu que o público se recorde de um lado de Ozzy que nem sempre recebe destaque: o humor. “Quero que todos se lembrem de como ele era engraçado — carismático e genuíno”, disse. Sharon também compartilhou um pedido deixado pelo próprio artista: “Como o Ozzy dizia, ‘quando quiserem se lembrar de mim, é só ligar a música bem alto — o mais alto que conseguirem — e dar aquela chacoalhada na cabeça’”.
A viúva descreveu o marido como alguém incapaz de fingir. “Ele nunca tentou ser outra coisa além do que era”, afirmou. “Dizia a verdade sobre tudo, e você sempre sabia onde estava com ele”. Sharon acrescentou que, apesar das brigas, Ozzy sempre encontrava um jeito de dissolver a tensão. “Podíamos ter as piores discussões do mundo, mas acabávamos rindo porque ele dizia algo tão ridículo que a gente simplesmente caía na gargalhada”.
Ozzy Osbourne morreu 17 dias após seu último show, no Villa Park, em Birmingham, em julho de 2025. A causa da morte foi confirmada como ataque cardíaco, com doença arterial coronariana e Parkinson listados como fatores contribuintes. O concerto final arrecadou fundos para três instituições: Cure Parkinson’s, Acorns Children’s Hospice e Birmingham Children’s Hospital. Sharon garantiu que o apoio a essas causas continuará. “Vamos seguir em frente até encontrarmos uma cura para o Parkinson, porque as pessoas não percebem o quanto a doença está se tornando cada vez mais comum”.
Sobre o Ozzy Day em Birmingham, Sharon não escondeu o orgulho. “Este é o lar do metal. É a casa do Ozzy, é onde ele nasceu, o que ele amava”, disse. “Isso não funcionaria em nenhum outro lugar. Ele amava esta cidade e amava seu povo. Tinha orgulho de ser de Birmingham — e era só isso”.
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