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“Tínhamos R$ 50 para pagar 1.500 funcionários”, diz CEO do Grupo Feital, sobre crise

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Quando o Plano Collor entrou em vigor, em 1990, milhares de empresas brasileiras viram seu capital de giro desaparecer da noite para o dia. Entre elas estava o Grupo Feital. A companhia precisou enfrentar uma das maiores crises de sua história e tomar decisões que mudariam seu futuro.

“O Brasil inteiro ficou desesperado. A gente tinha 1.500 funcionários com R$ 50 na conta para pagar e fábricas em tudo quanto era lugar. Penhoramos terreno, fábrica, tudo para capitalizar dinheiro no banco e conseguir gerar caixa”, relembra Oswaldo Feital, CEO do grupo.

Mais de três décadas depois, a empresa se tornou a maior distribuidora de aço inoxidável da América Latina e prepara uma nova expansão industrial.

Na entrevista ao programa Do Zero ao Topo, o CEO Oswaldo Feital relembrou ainda a decisão difícil enfrentada por seu pai, quem estava à frente da empresa na época, e que fez o grupo sobreviver.

“Foi o primeiro baque mesmo que eu vi meu pai sentir. Bem nessa época, ele pediu para eu começar a trabalhar com ele, porque ele estava muito acuado. Era mais apoio emocional porque eu não sabia fazer nada.”, relembra aos risos o atua CEO.

Segundo o executivo, a reputação construída e consolidada por seu pai foi determinante para atravessar aquele momento. “A gente sempre teve um trabalho muito forte em fluxo de caixa dentro da empresa e o crédito em cima dos nossos fornecedores, devido ao nosso nome.”

Ele explica que, mesmo em meio à crise, a empresa manteve o compromisso de honrar fornecedores e preservar relacionamentos internacionais, o que garantiu prazos e condições para reconstruir a operação.

Hoje, o Grupo Feital mantém mais de 125 mil itens em estoque e atende cerca de 50 mil clientes de quase todos os setores da economia.

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Da venda das fábricas ao retorno da indústria

Para reorganizar as finanças, o Grupo Feital decidiu vender parte da operação industrial.
Primeiro foi a Plaminox. Depois, a Tubra, fabricante de tubos de aço inoxidável.

A empresa permaneceu na distribuição, segmento que se tornaria a principal frente do grupo durante mais de duas décadas. “Eu sou apaixonado por fábrica. Sofri demais. Isso para mim foi uma dor enorme”, diz o CEO.

Hoje, esse movimento começa a ser revertido. Segundo Oswaldo Feital, o grupo voltou a investir na produção industrial e já iniciou a compra de novos equipamentos para ampliar sua capacidade fabril em Ribeirão Pires (SP). O plano inclui novos investimentos em infraestrutura e expansão da unidade industrial.

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“Eu gostaria de ser um protagonista forte novamente no tubo de aço inoxidável, exportando e produzindo novamente, mas dessa vez com maquinários de primeira linha que façam diferença. Já está tudo engatilhado. Já estamos produzindo”, afirma Oswaldo. “Estamos terminando 8 mil metros quadrados e levantando mais 10 mil agora.”

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Mesmo diante de um cenário econômico mais desafiador, o executivo afirma que a companhia mantém uma visão otimista para os próximos anos. “Vai ser um segundo semestre meio complicado, mas um bom primeiro semestre de 2027.”

Para ele, a capacidade de adaptação construída ao longo de mais de 80 anos continua sendo o principal ativo da empresa. “A gente é sempre otimista, nunca pessimista, sempre acha que vai dar certo”, afirma.

Para saber mais detalhes sobre o Grupo Feital veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.


Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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