13 👁

O problema que o Rock in Rio costuma ter todo ano, segundo Roberto Medina

13 👁

Todo evento de grande porte traz consigo desafios inerentes à organização e o Rock in Rio não é diferente. Segundo Roberto Medina, a burocracia brasileira representa um problema constante.

Em entrevista a Leandro Fortino para o Toca Uol, o criador do festival se abriu sobre os preparativos para a edição 2026, que acontece em setembro. Quando questionado sobre dores de cabeça normais, o empresário logo citou a fiscalização:

“Não é exatamente uma maldição, mas tem uma coisa que é muito pesada: a burocracia brasileira. Aqui são quase 50 órgãos fiscalizando. Nos Estados Unidos são 5. Em Portugal são 6. A burocracia no Brasil é feita para desencorajar quem quer fazer alguma coisa.”

Em seguida, ele destacou que a burocracia no Brasil “é feita para desencorajar quem quer fazer alguma coisa”. Medina afirmou:

“É uma pegadinha permanente. Não é brincadeira: é muito mais difícil fazer evento no Brasil do que nos Estados Unidos. Lá os caras perguntam o que você quer. Aqui eles ficam procurando o que você não tem.”

Burocracia relacionada a locais

Um dos maiores desafios do empresário historicamente em termos de burocracia é relacionado aos locais do Rock in Rio, batizados de Cidade do Rock. Quatro locais no Rio de Janeiro já atenderam por essa alcunha em meio a disputas de alvarás e licenças municipais para operar. Um dos motivos pelo qual o evento retornou à cidade em 2011 – após uma década em Lisboa – foi porque a Prefeitura ofereceu construir um espaço dedicado ao festival no Parque Olímpico, na Zona Oeste (via O Globo).

Entretanto, os organizadores e as autoridades nem sempre tiveram uma relação tão positiva. Em entrevista de 2021 à Veja (via Whiplash), Medina lembrou dos desafios da primeira edição, em 1985, que ele alegou ter sofrido um prejuízo de US$ 8 milhões ao final de tudo. Segundo o empresário, parte do problema foi que o então governador do estado do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, colocou um alvo em suas costas:

“Fui perseguido pelo então governador do Rio, Leonel Brizola, que achava que eu pretendia entrar para a política e, por isso, emperrou a construção da Cidade do Rock e me obrigou a destruí-la depois.”

Trabalho análogo à escravidão

Durante a última edição do Rock in Rio, em 2024, uma força tarefa do Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 14 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão durante o festival. As pessoas haviam sido contratadas por uma empresa terceirizada que fazia atividades operacionais para a organização.

Além disso, a empresa organizadora é obrigada a implementar controle de jornada, descanso mínimo entre turnos, fornecimento de equipamentos de proteção e infraestrutura adequada de alimentação, hidratação e higiene. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 50 mil por obrigação violada, além de penalidades por trabalhador afetado.

Em resposta na época, a Rock World expressou surpresa e indignação com a decisão. A empresa sustenta que sempre cumpriu as práticas ditadas na decisão e a culpa nesse caso pertence à empresa terceirizada.

+++ LEIA MAIS: Justiça faz Rock in Rio efetivar mudanças após denúncia por trabalho análogo à escravidão
+++ LEIA MAIS: Roberto Medina afirma que Drake foi banido do Rock in Rio: ‘Ele desrespeitou o público’
+++ LEIA MAIS: O manifesto de Roberto Medina antes do Rock in Rio 2026


Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

Compartilhe esta história
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Apoios

COMPRAR CURSO