2 👁

L’Antica Pizzeria Da Michele | VEJA SÃO PAULO

2 👁

Treze anos atrás, conheci a L’Antica Pizzeria Da Michele, a original em Nápoles, fundada em 1870. A casa tinha se transformado em um fenômeno de público ao virar um dos cenários na produção hollywoodiana Comer, Rezar, Amar (2010), estrelada por Julia Roberts. Até hoje trago na memória aquela noite fria e chuvosa com fila de espera do lado de fora, onde se acotovelava uma pequena multidão protegida por guarda-chuvas à espera de uma mesa. Embora não tivesse me impressionado como outros endereços da cidade-berço da receita, caso da Lombardi, da Matozzi e da Sorbillo, a pizza não decepcionava e reduzia-se, na época, a duas opções de cobertura, a margherita e a marinara. Com a fama, a marca se tornou uma franquia internacional pelas mãos de Francesco de Lucas e Alessandro Condurro, da quinta geração de fundadores. Até o momento, são mais de oitenta unidades espalhadas pelo globo, cada uma delas com características próprias de operação. Nem todas funcionam bem. Em janeiro do ano passado, provei a pedida, arrasadoramente ruim, na unidade de Pádua. Ao tratar da vinda da franquia para São Paulo, o proprietário Frédéric Renaut, também sócio do Les Deux Magots, nos Jardins, conseguiu a permissão para incluir massas no cardápio. “Foi um pedido meu, porque no brasil pouca gente come pizzas no almoço. Por isso, demorou a negociação”, conta Fred. Antes da abertura, houve ainda um treinamento dado pelo pizzaiolo Domenico Mosca, enviado de Nápoles. Quem toca o forno no dia a dia é Adriano Rodrigues, que teve passagens pelo Rossopomodoro, das versões do Eataly e de rua. Ele assa massas elásticas com perfeição e credencia a Da Michele entre as melhores casas do segmento na cidade. Sobre os discos, que são servidos de forma um tanto desajeitada, porque são maiores do que os pratos de louça em que vêm, aparecem boas coberturas como a marita (R$ 110,00), composta de meio margherita e meio marinara, e a salsiccia e friarielli (R$ 125,00), muçarela fior di latte com brócolis napolitano e linguiça de porco. Ainda conta pontos o molho naturalmente doce e com acidez na medida. Também agradam as massas feitas sob a supervisão do chef José Meirelles, ex-Lvtetia, Zucco e Fasano. São bons exemplos o rigatoni alla piemontese (macarrão seco com linguiça bovina, cogumelo porcino, tomate San Marzano e queijo pecorino; R$ 84,00) e a lasanha à bolonhesa (R$ 78,00) com um ragu caprichado. No ponto-final, a panacota (R$ 35,00), rica em baunilha e enfeitada com morango e mirtilo, vem sobre uma camada de calda fresca de frutas vermelhas. Um lugar para voltar muitas vezes.

 

Informações checadas em julho de 2026.

 


Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

Compartilhe esta história

Apoios

COMPRAR CURSO