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Jota.pê é o novo embaixador de Iconique 001, de O.U.i Paris, e leva sua identidade para além da música – Rolling Stone Brasil

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Poucos artistas da nova geração parecem tão confortáveis em ocupar diferentes espaços quanto Jota.pê. Enquanto sua música costura MPB, soul, R&B e referências afro-brasileiras com naturalidade, sua presença fora dos palcos também ganhou uma assinatura própria. Conhecido nas redes sociais como “o homem mais cheiroso da música”, o cantor acaba de se tornar embaixador de Iconique 001, fragrância masculina de O.U.i Paris, marca de alta perfumaria criada na França.

A escolha parece fazer sentido justamente porque não nasce de um discurso pronto. Para Jota.pê, perfume faz parte de um ritual pessoal que antecede cada apresentação, quase como afinar o violão ou encontrar o silêncio antes do primeiro acorde.

“Eu tenho alguns rituais antes de subir ao palco. Gosto de dar uma relaxada, de ficar quietinho, de tocar um pouquinho de violão para me ambientar, de tomar café – que não é bom para cantar, mas eu adoro – e de ficar cheiroso para subir no palco. O perfume tem a ver com isso, faz eu me sentir bem”, conta à Rolling Stone Brasil.

O hábito ajuda a explicar por que a brincadeira de ser “o homem mais cheiroso da música” acabou encontrando eco entre fãs e colegas de profissão. O próprio cantor admite que só descobriu recentemente o título informal.

“Eu nem sabia que isso de ser o homem mais cheiroso da música estava rolando, mas eu acho interessante, porque eu realmente amo perfumes. Estar cheiroso é importante para mim e acho que para quem está perto também”, diz, aos risos. 

FOTO: Higor Bastos

Mais do que um acessório, a fragrância aparece como uma extensão da presença do artista. É justamente essa ideia que aproxima Jota.pê de Iconique 001, perfume que carrega o conceito “A assinatura de quem sabe viver”. A proposta dialoga com homens autênticos, memoráveis e que deixam sua marca por onde passam, ou seja, um perfil que conversa naturalmente com a trajetória do músico.

Essa autenticidade também aparece quando Jota.pê fala sobre sua evolução artística. Para ele, o crescimento nunca foi um ponto de chegada, mas um movimento permanente.

“Eu acredito que evolução é um processo natural e contínuo. A ideia é nunca parar. Hoje eu gosto de ouvir os meus primeiros trabalhos, comparar com os atuais e ver que, de fato, teve uma evolução mesmo no jeito de cantar, de compor, de fazer os arranjos. Com certeza atribuo isso às referências musicais que eu tenho, mas principalmente às relações que fui construindo. Elas me ajudaram a encontrar o meu jeito de fazer o que eu faço.”

Se existe uma palavra capaz de resumir a fase atual do cantor, talvez seja justamente “encontro”. Ao olhar para a história da música brasileira, ele sempre sonhou em fazer parte de uma geração que estivesse junto.

Hoje, Jota.pê vê esse desejo se concretizar. “O que mais me inspira dentro da música é olhar para os lados. Hoje eu olho e vejo Luedji, Liniker, Xênia França, Duquesa… Independente do estilo musical, a gente se encontra, conversa, se inspira. Está sendo muito bonito, agora que eu estou ficando mais conhecido, ter amizades dentro da música, com pessoas que me dão conselhos e que se importam com quem está chegando.”

“O Dominguinho me levou para um outro lugar. A gente fez um disco que, inicialmente, tinha quatro músicas, mas gostamos tanto da gravação que começamos a procurar outras canções para registrar. A gente se divertiu e se diverte até hoje fazendo o Dominguinho. No meio dessa loucura toda, esse encontro me lembrou o motivo de eu gostar de tocar violão”, confessou o artista.

Talvez seja justamente essa capacidade de preservar a essência em meio ao sucesso que faça sentido quando o assunto é o conceito francês de savoir-vivre (ou, em tradução livre, “saber viver”). Perguntado sobre o significado da expressão em uma rotina marcada por viagens, shows e novos projetos, Jota.pê responde sem recorrer a grandes teorias.

“Saber viver hoje, na minha rotina, é dar valor para as coisas certas. É muito fácil a gente se perder nessa loucura de dinheiro e fama. Acho que saber valorizar as pessoas e os ambientes é o mais importante.”

A resposta conversa diretamente com a proposta de Iconique 001, hoje a fragrância masculina mais vendida de O.U.i Paris. Além da composição sofisticada e do design contemporâneo com frasco refilável, o perfume aposta na ideia de que identidade também pode ser construída pelos pequenos rituais, aqueles que antecedem momentos importantes e ajudam a traduzir quem cada pessoa é.

No caso de Jota.pê, esse ritual continua acontecendo pouco antes das luzes do palco se acenderem: alguns minutos de silêncio, um café, o violão nas mãos e uma fragrância escolhida quase como quem escolhe a primeira nota de uma canção.

Enquanto isso, a agenda segue movimentada. O artista prepara uma nova turnê do Dominguinho, apresentações com o ÀVUÀ ao lado de Bruna Black, o lançamento de uma música solo e já começou a compor o próximo álbum de estúdio, previsto para o ano que vem. “Tem muita coisa nova para nascer. Eu sou fofoqueiro, gosto de falar, mas não posso dar spoilers”, brinca.

Se depender da fase que vive, os próximos capítulos prometem consolidar ainda mais uma assinatura que vai muito além do perfume: a de um artista que faz da própria identidade sua marca mais memorável.

 

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Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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