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Hayden Panettiere: seis papéis essenciais – Rolling Stone Brasil

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Desde o primeiro papel na TV, na novela diurna One Life to Live (1968), aos cinco anos de idade, Hayden Panettiere mostrou que nasceu para estar diante das câmeras. Uma criança prodígio que cresceu e se tornou uma atriz magnética tanto no cinema quanto na TV, ela transitou do repertório Disney para papéis de “rainha teen” mais atrevidos e para performances dramáticas. Fez parte de sucessos animados como Vida de Inseto (1998), fenômenos de comédia de situação como Ally McBeal: Minha Vida de Solteira (1997) e muito mais. Panettiere trabalhou tanto e por tanto tempo que, quando morreu no domingo, com apenas 36 anos, deixou um currículo impressionante de quase 60 créditos. Aqui estão seis atuações que não podem passar batidas.

Duelo de Titãs (2000)

O filme da Disney Duelo de Titãs apresentou várias futuras estrelas, incluindo Ryan Gosling, Donald Faison (de Scrubs) e Panettiere, que tinha apenas 10 anos quando conseguiu o papel da esperta e fanática por futebol Sheryl Yoast, filha do assistente técnico da T.C. Williams High School, Bill Yoast (Will Patton). O longa, baseado na história real de um time de futebol americano de uma escola integrada na Virgínia de 1971, traz Patton e Denzel Washington como dois técnicos lidando com tensões raciais no sul dos EUA — e Sheryl fica furiosa em defesa do pai depois que ele é rebaixado e substituído por Washington. Com seu forte sotaque sulista e um emaranhado de tranças loiras cacheadas, além de camisetas de beisebol, Panettiere é responsável por muitos momentos cômicos do filme e tem um arco comovente: Sheryl acaba se afeiçoando a Washington e oferece seus pitacos sobre estratégia (e, hilariamente, se recusa a ser “menininha” com a filha dele, dizendo: “Eu não brinco com bonecas”.).

Em seu livro de memórias This Is Me: A Reckoning (2016), Panettiere contou que quase não conseguiu o papel porque foi considerada o tipo “bonitinha à la JonBenét Ramsey”, o que a deixou ainda mais determinada a arrasar no teste. Ela também descreveu o trabalho como o “maior papel” da vida. “Foi o mais feliz que já me senti como atriz”, escreveu. “Se eu pudesse voltar e fazer tudo de novo, faria num piscar de olhos”. —Angie Martoccio

Sonhos no Gelo (2005)

Em 2005, o mundo já sabia que Panettiere era uma queridinha da Disney depois de encantar o público em Duelo de Titãs e O Cruzeiro dos Tigres. Mas, com o filme de patinação Sonhos no Gelo, seu último filme original do Disney Channel, a atriz adolescente provou que estava pronta para coisas maiores — e melhores.

As Apimentadas: Tudo ou Nada (2006)

Nem toda continuação de comédia adolescente consegue ser American Pie 2. Mas, embora As Apimentadas: Tudo ou Nada tenha todas as marcas do seu destino direto para DVD, o filme é o único derivado de Teenagers – As Apimentadas que é considerado o sucessor direto do original.

Panettiere está afiada e elétrica como a líder de torcida Britney Allen, do Pacific Vista, forçada a abandonar as amigas e o bairro ricos para viver em uma área de baixa renda de Crenshaw Heights. Assim como no original, o conflito central é a tensão entre um grupo esnobe e endinheirado e os azarões cheios de garra e acrobacias. Mas Panettiere transforma sua “Barbie do hip hop” em uma potência de autoconfiança e vulnerabilidade emocional, roubando a cena em um filme que também conta com Solange e Rihanna. E o que é a magia do cinema, afinal, se não convencer uma geração inteira de meninas de que pequenas mulheres brancas nasceram para fazer crump? —CT Jones

Heroes (2006-2010)

O drama da NBC acompanhou pessoas ao redor do mundo enquanto lidavam com superpoderes únicos e com histórias entrelaçadas. Ainda assim, Panettiere permaneceu como o foco da trama, entregando performances comedidas e determinadas que ancoravam o público no universo, muitas vezes confuso, de poderes mágicos e agências governamentais malignas. “Save the cheerleader, save the world” (“Salve a líder de torcida, salve o mundo”.) não era apenas um grito de guerra poderoso. Virou legado. —CTJ

Pânico 4 (2011)

Às vezes, as pessoas realmente gostam de quem sabe tudo. Em Pânico 4, Kirby Reed, de Panettiere, é viciada em curiosidades e uma enciclopédia sarcástica sobre tudo o que envolve filmes de terror.

O último filme de Pânico dirigido por Wes Craven antes de morrer tem tentativas de dar ao sucesso de 1996 uma “pintura” mais jovem que podem soar irritantes; mas o carisma de Panettiere faz Kirby ser impossível de ignorar. Ela transformou falas descartáveis em clássicos instantâneos e interpretou Kirby com um espírito de “vai com tudo”, o que a tornou uma sobrevivente final de destaque que os fãs exigiram ver novamente. (Ela reprisou o papel em Pânico VI.) Kirby Reed sempre será lembrada no universo de Pânico por saber do que está falando.

“Eu acertei”, ela solta depois que Ghostface a desafia para uma batalha de perguntas e respostas. “Eu acertei pra caralho!”. —CTJ

Nashville (2012–2018)

A série da ABC Nashville não poderia existir sem Hayden Panettiere. Sim, a capacidade de alternar entre intriga cômica e drama de partir o coração era de altíssimo nível. Mas, além disso, o enredo de Nashville foi tirado diretamente da vida e das lutas de Panettiere.

Em seu livro de memórias This Is Me: A Reckoning, Panettiere chamou a série de uma experiência “traumatizante” que constantemente escavava a própria história. “Ficou muito óbvio… Eles não estavam fazendo o dever de casa”, disse na época. “Não estavam criando novas histórias. Só estavam olhando para a minha vida e pensando: ‘Ah, vamos pegar o que ela está passando e dar a nossa pequena torcida’. E pronto! Feito e feito”.

É um histórico perturbador do qual a série nunca vai se livrar. Ainda assim, Panettiere esteve à altura. Como a estrela country Juliette Barnes, ela elevou o que poderia ter sido um papel típico de novela noturna a uma aula de interpretação dramática, mostrando a dor que fervia por trás dos olhos de Juliette. Foi feito com bom gosto e, sinceramente, mais do que a série merecia da sua estrela. —CTJ

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Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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