Após o lançamento de seu terceiro álbum de estúdio, Daughter from Hell, Gracie Abrams revelou como seu parceiro, o ator Paul Mescal (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) influenciou sua composição musical.
A conversa começou durante entrevista à Vogue, quando Abrams comentou sobre como um relacionamento estável poderia afetar sua composição musical, visto que a angústia relacional foi tema recorrente em sua obra ao longo dos anos. Entretanto, em nova entrevista à Rolling Stone, ela esclareceu seus comentários anteriores e disse que sua fala foi mal interpretada pelo público.
A artista ressaltou que não retira o que disse à Vogue, mas ficou “perplexa” com os inúmeros artigos que surgiram depois, afirmando que sua carreira estaria “ameaçada” por Mescal. “Eu pensei: ‘Será que estamos viajando na maionese? Tipo, que p*rra é essa?’”, disse, chocada com a repercussão de sua fala. “Essa foi a minha deixa para falar: ‘Ah, lembra por que você não olha [as redes sociais]?’”
Refletindo sobre seu relacionamento atual, Abrams afirmou que a casa que divide com Mescal é um lugar onde artistas de vários estilos frequentemente se encontram, e a música é uma constante. “Me sinto sortuda por ser inspirada por ele como pessoa e por sua mente”, ressaltou. “É a coisa mais fácil do mundo criar algo juntos.”
Mescal é inclusive creditado em “Imaginary Friend”, faixa de Daughter from Hell. “Não foi nenhum evento extraordinário”, contou Abrams. “Somos uma família muito musical, então sempre tem alguma coisa rolando. Eu comecei a tocar essa parte de guitarra — mas fazemos isso o tempo todo”.
O casal foi visto junto pela primeira vez na estreia do filme estrelado por Mescal Gladiador 2, em novembro de 2024, e confirmou oficialmente seu namoro em 2025.
Agora, entretanto, ela vê a mudança como algo positivo para seu trabalho. “Teve um efeito incrível na minha composição. Me deu muito espaço para refletir sobre tudo na minha vida. Me mostrou um espelho de maneiras que eu não sabia que um relacionamento com outra pessoa, de qualquer tipo, poderia”.
Me deu toda a perspectiva que eu poderia ter desejado, sobre relacionamentos anteriores, sobre meu relacionamento com minha família, sobre minhas amizades. É o maior presente, ponto final.
Segundo a resenha Rolling Stone, Daughter From Hell é “o melhor álbum de Gracie Abrams até agora”. “Pode ser difícil compor boa música quando se está em um relacionamento feliz, mas Abrams parece não ter esse problema — ela está mais criativa do que nunca”, escreveu a crítica.
“Os dois primeiros álbuns de Abrams eram deliciosamente introspectivos, com sua voz sussurrada e intimista entregando seus maiores segredos diretamente aos seus fones de ouvido, sobre uma instrumentação suave. Às vezes, porém, suas músicas corriam o risco de soar muito parecidas, se misturando tanto sonora quanto liricamente”, continuou. “Ela elimina essa noção em Daughter From Hell, que coproduziu com [Aaron] Dessner, mergulhando fundo e experimentando como nunca antes”. Leia a crítica completa aqui.
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