1 👁

Como as sea shanties continuam sendo a alma de ‘Assassin’s Creed Black Flag Resynced’ – Rolling Stone Brasil

1 👁

Se há um elemento que ajudou a transformar em um dos jogos mais queridos da franquia, ele certamente está nas sea shanties. Enquanto navegavam pelos mares a bordo do Jackdaw, milhares de jogadores acabaram descobrindo que a parte mais difícil da aventura era resistir à tentação de simplesmente continuar velejando para ouvir mais uma música.

Agora, com o lançamento de Assassin’s Creed Black Flag Resynced para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, a Ubisoft aposta novamente nesse aspecto que virou marca registrada do jogo. Além de recuperar canções conhecidas pelos fãs, a nova versão traz sea shanties inéditas, compostas especialmente para expandir o repertório dos piratas.

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, o músico Sean Dagher — responsável pelas gravações vocais das canções e compositor das novas músicas presentes em Resynced — explica que o objetivo continua exatamente o mesmo do jogo original: fazer tudo soar o mais autêntico possível.

“A meta da Ubisoft sempre foi a precisão histórica. Queríamos que as músicas fossem fiéis às versões que existiam naquela época e que transmitissem uma sensação genuína de autenticidade”, afirma.

Segundo Dagher, a produção manteve praticamente o mesmo processo adotado durante o desenvolvimento de Black Flag em 2013. As gravações foram realizadas nos mesmos estúdios, utilizando equipamentos semelhantes e repetindo a dinâmica de gravar várias camadas vocais para criar a impressão de um grande grupo de marinheiros cantando em alto-mar. Nem mesmo os arranjos podiam parecer sofisticados demais.

“Sempre que começávamos a fazer harmonias muito elaboradas, os produtores interrompiam e diziam: ‘Vocês são piratas. Mantenham isso simples’. Então deixamos de lado qualquer coisa que soasse refinada e apostamos em vozes mais ásperas, gritos e exclamações. Acho que foi isso que tornou essas músicas tão autênticas.”

“Para uma das canções, encontrei 107 versos diferentes. Comparei todas as versões, selecionei os trechos que mais me interessavam e tentei manter apenas aquilo que realmente soasse tradicional.”

Quando precisou escrever músicas inéditas para Resynced, o processo foi semelhante. A Ubisoft enviava um briefing com o contexto histórico e a função da canção dentro do jogo, enquanto Dagher aprofundava a pesquisa antes de começar a compor.

“O objetivo era fazer essas músicas soarem como se tivessem sido escritas há 300 anos. Se alguém escuta uma delas e pensa que é uma canção tradicional antiga, então eu sei que fiz meu trabalho direito.”

Curiosamente, Dagher jamais imaginou que as sea shanties se tornariam um dos elementos mais lembrados de Assassin’s Creed IV: Black Flag. Ele conta que cantava músicas como “Drunken Sailor” em pubs desde a década de 1990, quando praticamente ninguém demonstrava interesse pelo gênero.

“Fiquei completamente surpreso. Ninguém ligava para sea shanties. Quando elas começaram a fazer sucesso por causa de Black Flag, eu realmente não esperava aquilo.”

Anos depois, quando “Wellerman” viralizou nas redes sociais durante a pandemia, o músico já encarou o fenômeno de outra forma. “Quando aquilo aconteceu no TikTok, pensei: ‘Ok, isso já aconteceu antes. Acho que vai acontecer de novo’.”

Para o novo jogo, sua expectativa é simples: que os jogadores não consigam distinguir facilmente quais músicas são novas e quais fazem parte do repertório tradicional. “Quero que elas pareçam apenas mais uma sea shanty. Se os jogadores simplesmente as aceitarem como parte natural daquele universo, isso já significa que deu certo.”

+++LEIA MAIS: Em ‘Saros’, game de PS5, enlouquecer é só uma questão de tempo


Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

Compartilhe esta história

Apoios

COMPRAR CURSO