Nine

As 50 músicas LGBTQ+ mais inspiradoras de todos os tempos – Rolling Stone Brasil

Nine

Tópicos
50. Calum Scott, “Rise (Sam Feldt Remix)” (2022)49. Ethel Cain, “American Teenager” (2022)48. Kelly Clarkson, “Stronger (What Doesn’t Kill You)” (2011)47. Martha Wash, “Carry On” (1993)46. Christine and the Queens, “Tilted” (2015)45. Years and Years, “Shine” (2015)44. Brothers Osborne, “Younger Me” (2022)43. Guy Sebastian, “Standing With You” (2021)42. Goldford, “Walk With Me” (2020)41. Mika, “Happy Ending” (2007)40. Ariana Grande feat. Zedd, “Break Free” (2014)39. Ellie Goulding, “Anything Could Happen” (2012)38. Bronski Beat, “Smalltown Boy” (1984)37. Britney Spears, “Stronger” (2000)36. Vincint, “Be Me” (2021)35. Kacey Musgraves, “Rainbow” (2019)34. Janet Jackson, “Together Again” (1997)33. Kylie Minogue, “All the Lovers” (2010)32. Sam Smith feat. Demi Lovato, “I’m Ready” (2020)31. Macklemore & Ryan Lewis feat. Mary Lambert, “Same Love” (2012)30. Betty Who, “Somebody Loves You” (2013)29. Hayley Kiyoko, “Girls Like Girls” (2015)28. Sia, “Bird Set Free” (2015)27. Jessie J, “Who You Are” (2011)26. Lizzo, “Special” (2022)25. Miley Cyrus, “The Climb” (2009)24. Kesha, “We R Who We R” (2010)23. Taylor Swift, “You Need to Calm Down” (2019)22. Beyoncé, “Break My Soul” (2022)21. Alaska y Dinarama, “A Quien le Importa” (1986)20. Queen, “I Want to Break Free” (1984)19. Stephanie Mills, “Never Knew a Love Like This Before” (1980)18. Elton John, “I’m Still Standing” (1983)17. Keala Settle, “This Is Me” (2018)16. Donna Summer, “I Feel Love” (1976)15. Brandi Carlile, “The Joke” (2018)14. Mariah Carey, “Hero” (1993)13. David Bowie, “Heroes” (1977)12. Diana Ross, “I’m Coming Out” (1980)11. Madonna, “Express Yourself” (1989)10. Gloria Gaynor, “I Will Survive” (1978)9. George Michael, “Freedom” (1990)8. Sara Bareilles, “Brave” (2013)7. Cyndi Lauper, “True Colors” (1986)6. Muna, “I Know a Place” (2017)5. Rina Sawayama, “Chosen Family” (2021)4. Kacey Musgraves, “Follow Your Arrow” (2012)3. Katy Perry, “Firework” (2010)2. Christina Aguilera, “Beautiful” (2002)1. Lady Gaga, “Born This Way” (2011)

A música há muito tempo é um farol para a comunidade LGBTQ+, às vezes um convite à celebração e, em outras, uma fonte de consolo. As canções que documentam a experiência queer são tão diversas quanto a própria comunidade — e lembram que a história de cada pessoa se desenrola no seu próprio ritmo.

Embora existam muitos hinos icônicos que embalam festas dos encontros gays, há tantas outras músicas às quais recorrer nos momentos mais introspectivos da vida. São canções que inspiraram os editores da Rolling Stone — e milhões de outras pessoas — em suas jornadas individuais. Se você está lutando, se curando ou apenas aprendendo a se amar, há algo aqui para você.

50. Calum Scott, “Rise (Sam Feldt Remix)” (2022)

“Você vai me ver renascer”, canta o cantor e compositor inglês Calum Scott nesta faixa dançante e triunfante. Inspirada na própria experiência de se assumir, é uma música capaz de fazer você se sentir fortalecido mesmo nos momentos de derrota. O jeito como a introdução suave de Scott cresce até virar um vocal potente pode dar arrepios em qualquer pessoa. — K.R.

49. Ethel Cain, “American Teenager” (2022)

Crescendo como uma garota trans batista do sul dos EUA, Ethel Cain tem muitas histórias para contar. Assim, a cantora indie-folk transformou sua estreia, Preacher’s Daughter em um álbum conceitual. O que surgiu como a faixa de destaque do disco foi “American Teenager”, um hino indie-folk nostálgico sobre a promessa passageira do sonho americano. Em vez disso, Cain anseia por algo a mais. — I.K.

48. Kelly Clarkson, “Stronger (What Doesn’t Kill You)” (2011)

O sucesso de 2012 de Kelly Clarkson não oferece tanto encorajamento quanto atravessa obstáculos com uma combinação implacável de ritmo e crença. Em tese, é uma música sobre um término difícil, mas funciona perfeitamente como um hino de motivação para qualquer pessoa enfrentando um trecho complicado do caminho. Serve quando você está para baixo, mas é tão eficaz quanto quando você está se preparando para sair e conquistar a noite. — J.F.

47. Martha Wash, “Carry On” (1993)

Como “a cantora desconhecida mais famosa dos anos 90”, Martha Wash foi a voz central de sucessos de clube como “Gonna Make You Sweat” e “Strike It Up”. Mas a faixa de house dos anos 90, com influência gospel, “Carry On” se tornou querida pela comunidade queer por sua melodia expansiva e letras firmemente esperançosas. Até RuPaul comentou que seu momento favorito de Drag Race foi quando uma participante performou a música enquanto Wash era jurada convidada. “Essa música é muito especial para mim porque, quando minha mãe faleceu, era a música que eu tocava o tempo todo”, disse a The Hollywood Reporter em 2016. — I.K.

46. Christine and the Queens, “Tilted” (2015)

45. Years and Years, “Shine” (2015)

Em “Shine”, Olly Alexander entrega uma música pulsante e reluzente sobre a ansiedade de estar apaixonade. Ao longo da faixa, ele implora para que sua pessoa amada “mantenha-me aceso”, mas a melodia de bem-estar é suficiente para fazer você esquecer o potencial de um coração partido. — I.K.

44. Brothers Osborne, “Younger Me” (2022)

TJ Osborne escreveu “Younger Me” com o irmão e companheiro de banda John, além de Kendell Marvel, sobre a própria experiência como adolescente gay no armário. A canção é um marco como single country e também uma mensagem ressonante sobre o presente de ter tempo e espaço para se sentir à vontade na própria pele. Tão importante quanto isso, é também um lembrete pungente de como a vida pode ser isoladora para jovens queer — e de por que leis que tentam limitar o que eles podem saber só os isolam ainda mais. — J.F.

43. Guy Sebastian, “Standing With You” (2021)

Do seu álbum de 2020 T.R.U.T.H. o cantor australiano Guy Sebastian escreveu esta balada comovente sobre um familiar que luta com doença mental. A música é tão terna quanto o sentimento, com Sebastian prometendo ser um apoio constante sem oferecer promessas vazias ou clichês. “Em vez de dizer que você vai ficar bem, eu só vou ser alguém ao seu lado”, ele canta. A mensagem: as palavras nem sempre saem do jeito certo, mas simplesmente deixar alguém saber que você está ali é uma declaração poderosa por si só. — T.C.

42. Goldford, “Walk With Me” (2020)

“Esteja por mim, eu estarei por você”, canta Goldford no pré-refrão. “Walk With Me” não é exatamente um hino pronto para a balada; em vez disso, é um número soul e gospel sobre encontrar comunidade e esperança. — I.K.

41. Mika, “Happy Ending” (2007)

Pela pura exuberância juvenil, é difícil superar “We Are Golden”, mas “Happy Ending” é o início de uma história ainda mais bonita. Nem toda saga ou relacionamento termina com alegria, mas a orquestração conduzida ao piano, o coral edificante e a pureza do falsete arrebatador de Mika — além de sua ressonância emocional — destilam esperança a partir do desespero e fazem dessa dor de cotovelo uma das canções mais definidoras e inspiradoras do seu catálogo. Finais felizes, de fato. — S.P.

40. Ariana Grande feat. Zedd, “Break Free” (2014)

Um hino de EDM propulsivo, “Break Free” é perfeito para a pista de dança — daquelas cheias de corpos suados se mexendo até as 6 da manhã. A música não pretende ser profunda; em vez disso, abraça o espírito do “Carpe Diem”, com os vocais altíssimos de Ariana Grande explodindo como um fogo de artifício no refrão. — I.K.

39. Ellie Goulding, “Anything Could Happen” (2012)

Pouco tempo após seu lançamento, em 2012, o hino eletropop otimista “Anything Could Happen” se tornou presença constante em clubes e festas voltadas ao público LGBTQ+. Embora a música não trate explicitamente da comunidade queer, a mensagem carrega elementos que dialogam diretamente com essa vivência: superar adversidades, esconder partes da própria identidade e lutar por aceitação. Em versos como “Depois da guerra, dissemos que lutaríamos juntos”, Ellie Goulding transforma a faixa em um poderoso grito de esperança e resiliência, reforçando a ideia de que, mesmo diante das dificuldades, tudo pode acontecer. I.K.

38. Bronski Beat, “Smalltown Boy” (1984)

Lançado em 1984, o single de estreia do Bronski Beat, “Smalltown Boy”, foi o retrato ousado e semiautobiográfico do vocalista abertamente gay Jimmy Somerville — uma história de homofobia, um crime de ódio e, por fim, libertação. Foi uma música progressista para a época e, décadas depois, continua sendo uma parte definidora do legado duradouro do trio britânico de new wave. — I.K.

37. Britney Spears, “Stronger” (2000)

Embora “Stronger” não seja diretamente sobre pessoas queer, é um hino pop de empoderamento que poderia muito bem ser. Afinal, a história de Britney Spears de triunfar sobre as adversidades foi fundamental para ajudar muitas pessoas queer a encontrarem autoaceitação. Por isso, faz sentido que a comunidade LGBTQ+ tenha adotado a faixa de 2000 sobre encontrar pertencimento — e é justamente isso que torna o refrão tão inegavelmente inspirador: “Agora estou mais forte do que ontem/Agora é do meu jeito/Minha solidão não vai mais me derrubar (não mais)”. — I.K.

36. Vincint, “Be Me” (2021)

Gravada para a 5ª temporada de Queer Eye, “Be Me” retrata a jornada difícil, mas eletrizante, rumo à autoaceitação. Na catarse desse pop, Vincint lida com batalhas pessoais comuns — repressão, dúvidas religiosas e dor — antes de finalmente chegar a um lugar de cura. “Eu estava me escondendo/Por um momento achei que não podia ser salvx/Mas, como uma oração, você estava ali”, canta com um tom esperançoso. — I.K.

35. Kacey Musgraves, “Rainbow” (2019)

Se “Follow Your Arrow”, de Kacey Musgraves, é uma declaração bem-humorada sobre ser assumide e orgulhose, “Rainbow” é como um cobertor para confortar você nos momentos mais difíceis. Uma balada simples de piano, sem adornos, “Rainbow” ainda assim irradia calor, enquanto Musgraves tranquiliza todo mundo: “sempre houve um arco-íris sobre a sua cabeça”. — J.F.

34. Janet Jackson, “Together Again” (1997)

A canção mais profundamente espiritual de Janet Jackson foi escrita em resposta à morte de um amigo próximo por AIDS e serve como uma homenagem amorosa a todas as vítimas da doença e a suas famílias. A produção de Jimmy Jam e Terry Lewis une uma batida house a uma progressão de acordes que desce suavemente e depois volta a subir, enquanto Jackson canta com a fé de que um dia todas as pessoas se reunirão com quem veio antes. — J.F.

33. Kylie Minogue, “All the Lovers” (2010)

Muito antes de a “Padam”-ia tomar conta de bares gays e celebrações do Pride em todo lugar, Kylie Minogue ofereceu esta ode eufórica a deixar os medos irem embora dançando. Lançada em 2010, mais de duas décadas após o início da carreira, “All the Lovers” continua sendo um hino para a comunidade LGBTQ+. Inclusive, Minogue encerrou o show no WorldPride 2023 com a música, transformando o momento em um dueto-surpresa com a irmã — e também ícone gay — Danni. — T.C.

32. Sam Smith feat. Demi Lovato, “I’m Ready” (2020)

Na faixa sensual, com toques de gospel, “I’m Ready”, Sam Smith e Demi Lovato cantam sobre estar prontes para arriscar tudo pelo amor. Como integrantes da comunidade LGBTQ+, Smith e Lovato conhecem bem como amar abertamente quem se quer amar é, por si só, um risco em uma sociedade que ainda não aceita plenamente relacionamentos queer. Mas, nesta música, es dois afirmam que estão prontes para o desafio — e prontes para colher as recompensas do amor. — I.K.

31. Macklemore & Ryan Lewis feat. Mary Lambert, “Same Love” (2012)

Macklemore deu voz à comunidade LGBTQ+ de forma marcante com o hit “Same Love”, um hino pela igualdade no casamento que foi onipresente em 2012. Mas o que realmente fez a música se destacar foi o refrão arrebatador sobre o amor-próprio, cantado pela cantora, compositora e poeta lésbica Mary Lambert: “And I can’t change/Even if I tried/Even if I wanted to/And I can’t change”. — I.K.

30. Betty Who, “Somebody Loves You” (2013)

Apesar de ter sido lançada quase um ano antes, “Somebody Loves You” viralizou em 2013 depois que um homem publicou um vídeo de seu pedido de casamento em flash mob para o namorado, usando a faixa de Betty Who. Não demorou para que o eufórico hino dance-pop se tornasse onipresente na comunidade LGBTQ+, transmitindo uma mensagem para lembrar que você é valorizade naqueles breves momentos de desesperança. — I.K.

29. Hayley Kiyoko, “Girls Like Girls” (2015)

Girls Like Girls” rendeu à ex-estrela do Disney Channel Hayley Kiyoko o apelido de “Jesus Lésbica”. A faixa synth-pop, em que Kiyoko declara no refrão que “garotas gostam de garotas como garotos gostam, nada de novo”, funcionou como o próprio processo de assumir publicamente a sexualidade. Na segunda estrofe, Kiyoko se apresenta como uma força impossível de ignorar enquanto disputa a atenção da garota por quem está interessada em meio a vários garotos. A canção — e o videoclipe cinematográfico sobre duas melhores amigas que se apaixonam — foi tão impactante que inspirou um romance escrito pela própria artista e lançado em 2023. — T.M.

28. Sia, “Bird Set Free” (2015)

Um verdadeiro grito de libertação presente no álbum This Is Acting (2015), “Bird Set Free” aborda temas que frequentemente ressoam com a comunidade LGBTQ+: repressão e liberdade. Com a interpretação poderosa e emotiva, Sia transforma a faixa em um hino de autoconfiança e empoderamento pessoal. — I.K.

27. Jessie J, “Who You Are” (2011)

Faixa-título do álbum lançado por Jessie J em 2011, “Who You Are” é uma grandiosa power ballad que reconhece a tristeza e os desafios que podem acompanhar o ato de ser você mesme. Ainda assim, a música se consolida como uma mensagem inspiradora de autoaceitação e fortalecimento. Com o passar dos anos, tornou-se uma das canções mais amadas — e mais pedidas — da cantora. — I.K.

26. Lizzo, “Special” (2022)

De “Soulmate” a “Everybody’s Gay”, Lizzo já demonstrou diversas vezes a habilidade de criar músicas sobre abraçar quem você realmente é sem pedir desculpas. Produzida por Max Martin, “Special” reforça essa mensagem em uma faixa de R&B de andamento moderado que fala sobre reconhecer o próprio valor. “A fama é novidade, mas já estou acostumada a ser julgada”, canta Lizzo, reafirmando o amor-próprio como ferramenta de resistência. — I.K.

25. Miley Cyrus, “The Climb” (2009)

Em uma realidade alternativa, “The Climb” poderia ter sido a música responsável por levar Miley Cyrus definitivamente para o universo country. Com a mensagem sobre perseverança e superação das inseguranças, o single lançado em 2009 continua inspirando pessoas a seguirem em frente, seja na busca por um sonho ou durante momentos difíceis. A música também ensina a valorizar a jornada, e não apenas o destino final. — J.F.

24. Kesha, “We R Who We R” (2010)

Após uma série de suicídios entre adolescentes nos Estados Unidos — incluindo o de Tyler Clementi, estudante que tirou a própria vida após ter a sexualidade exposta por um colega —, Kesha encontrou inspiração para escrever “We R Who We R”. Em entrevista à Rolling Stone em 2010, a cantora afirmou ter sido profundamente impactada pelos casos e quis transmitir uma mensagem de esperança: as coisas podem melhorar e as pessoas devem celebrar quem realmente são. Desde então, a música se tornou um clássico das pistas de dança e um símbolo recorrente das celebrações do orgulho LGBTQ+. — I.K.

23. Taylor Swift, “You Need to Calm Down” (2019)

Lançada durante o Mês do Orgulho LGBTQ+ de 2019, “You Need to Calm Down” critica manifestantes anti-LGBTQ+ tanto na letra quanto no videoclipe, que reúne diversas celebridades da comunidade, incluindo integrantes do programa Queer Eye e Hayley Kiyoko. Sem economizar nas respostas aos críticos, Taylor Swift transforma a música em um convite para ignorar o preconceito e focar na celebração da diversidade. — I.K.

22. Beyoncé, “Break My Soul” (2022)

Primeiro single de Renaissance (2022), álbum dedicado ao tio Jonny, figura importante na vida de Beyoncé e integrante da comunidade LGBTQ+, “Break My Soul” é um poderoso hino house de empoderamento e uma homenagem à cultura negra e queer. Não por acaso, a cantora convidou o ícone LGBTQ+ Big Freedia para participar da faixa. O resultado é uma celebração da resistência, do amor-próprio e da libertação das pressões e do ódio ao redor. — K.R.

21. Alaska y Dinarama, “A Quien le Importa” (1986)

O refrão marcante da música de synth-pop lançada em 1986 — que pode ser traduzido como “Quem se importa com o que eu faço? Quem se importa com o que eu digo? Eu sou assim e nunca vou mudar” — transformou “A Quien le Importa” em um dos maiores hinos LGBTQ+ do mundo hispânico. A canção já foi utilizada como símbolo de resistência, serviu como hino oficial do World Pride Madrid em 2017 e permanece associada à afirmação da identidade e do orgulho queer na cultura espanhola. — T.M.

20. Queen, “I Want to Break Free” (1984)

Imortalizada pelo Queen e pela presença magnética de Freddie Mercury, “I Want to Break Free” é uma das canções mais emblemáticas sobre liberdade já gravadas. Seja interpretada como uma reflexão sobre relacionamentos, papéis de gênero, regimes opressivos ou o processo de assumir a própria identidade, a música permanece como um poderoso manifesto sobre romper amarras e viver de forma autêntica. — S.P.

19. Stephanie Mills, “Never Knew a Love Like This Before” (1980)

Never Knew a Love Like This Before” permanece como um clássico das pistas desde os anos 1980. Sua mensagem sobre um amor único e transformador acabou encontrando forte identificação junto à comunidade LGBTQ+, tornando-se uma canção frequentemente celebrada em ambientes LGBTQ+. O sucesso de Stephanie Mills também ganhou destaque na cultura pop ao integrar uma cena marcante da série Pose (2018), de Ryan Murphy. — I.K.

18. Elton John, “I’m Still Standing” (1983)

Como boa parte da obra de Elton John, “I’m Still Standing” fala sobre resistência diante das adversidades — um tema que dialoga profundamente com a experiência de muitas pessoas LGBTQ+. Embora tenha sido escrita originalmente sobre o fim de um relacionamento, a música se transformou em um hino de superação e orgulho dentro da trajetória do cantor, um dos maiores ícones da comunidade. — I.K.

17. Keala Settle, “This Is Me” (2018)

Principal faixa da trilha sonora de O Rei do Show (2017), “This Is Me” é uma celebração da autoaceitação e da força diante do preconceito. No filme, a canção marca um momento decisivo em que a personagem de Keala Settle, a Mulher Barbada, lidera um grupo de artistas marginalizados contra quem os ridiculariza. A música se tornou um poderoso símbolo para qualquer pessoa que já se sentiu excluída ou deslocada, reforçando a ideia de que as dificuldades podem se transformar em fonte de força. — T.C.

16. Donna Summer, “I Feel Love” (1976)

Ao lado do produtor Giorgio Moroder, Donna Summer revolucionou a música disco com “I Feel Love”, introduzindo sintetizadores Moog e ajudando a pavimentar o caminho para a música eletrônica moderna. Regravada, remixada e reinterpretada ao longo das décadas, a faixa se tornou uma referência absoluta nas pistas de dança e um clássico cultuado pela comunidade LGBTQ+. Seu impacto atravessa gerações e continua influenciando artistas até hoje. — S.P.

15. Brandi Carlile, “The Joke” (2018)

Brandi Carlile conquistou enorme reconhecimento com “The Joke”, uma canção profundamente empática sobre jovens queer tentando sobreviver em um mundo que nem sempre os acolhe. A música combina uma mensagem de esperança e compreensão com uma interpretação vocal intensa e emocionante. O resultado é um hino para quem foi ignorado, ridicularizado ou subestimado, lembrando que a última palavra pode pertencer justamente a quem mais sofreu. — J.F.

14. Mariah Carey, “Hero” (1993)

É difícil imaginar que Mariah Carey quase recusou “Hero”, originalmente escrita para Gloria Estefan. A canção acabou se tornando um dos maiores marcos de sua carreira e uma poderosa mensagem de autoconfiança e força interior. Com o passar dos anos, especialmente diante dos desafios públicos enfrentados pela artista, a música ganhou ainda mais significado, transformando Carey em uma fonte de inspiração para milhões de fãs. — T.C.

13. David Bowie, “Heroes” (1977)

Inspirada por um beijo testemunhado por David Bowie perto do Muro de Berlim, “Heroes” conta a história de dois amantes separados por barreiras físicas e políticas. A música celebra o amor como forma de resistência e lembra que até os muros mais sólidos podem cair. Com sua interpretação grandiosa, Bowie transforma a narrativa em uma mensagem universal sobre coragem, liberdade e esperança. — S.P.

12. Diana Ross, “I’m Coming Out” (1980)

Inspirada pela atmosfera de espaços icônicos como a Studio 54, “I’m Coming Out” se tornou um dos maiores hinos LGBTQ+ da era disco e um marco na história da representatividade na música pop. Embora seus compositores, Nile Rodgers e Bernard Edwards, tenham sido discretos ao falar sobre as origens da canção, sua mensagem de libertação e afirmação pessoal atravessou gerações. Até hoje, continua sendo uma celebração poderosa do orgulho e da autenticidade. — K.R.

11. Madonna, “Express Yourself” (1989)

Desde os primeiros versos, “Express Yourself” se consolidou como uma das maiores declarações de empoderamento da música pop. Com uma produção grandiosa, repleta de metais, percussão vibrante e um refrão explosivo, Madonna transformou a faixa em um chamado à autoestima, à comunicação sincera e ao respeito próprio. O impacto da música foi ampliado por um dos videoclipes mais caros já produzidos na época, reforçando seu status de clássico absoluto. — S.P.

10. Gloria Gaynor, “I Will Survive” (1978)

Com sua atitude desafiadora e espírito de independência, “I Will Survive” se tornou um dos maiores hinos das pistas de dança e da comunidade LGBTQ+. A música atravessou décadas como uma declaração de resistência, superação e confiança, servindo de trilha sonora para celebrações, protestos e momentos de afirmação pessoal ao redor do mundo. — T.C.

9. George Michael, “Freedom” (1990)

O sucesso de George Michael nos anos 1990 foi, ao mesmo tempo, uma declaração de sua própria libertação sexual e um convite para que outras pessoas também se libertassem das inseguranças, das dúvidas e do desespero. A canção transformou a busca pela liberdade pessoal em um poderoso hino de afirmação e autenticidade. T.C.

8. Sara Bareilles, “Brave” (2013)

A atriz Viola Davis já disse que seu maior medo é chegar ao fim da vida pensando que não foi corajosa. É exatamente esse o espírito de “Brave”, sucesso de Sara Bareilles lançado em 2013. A música incentiva as pessoas a encontrarem sua voz e dizerem o que realmente pensam antes que seja tarde demais, transformando a coragem em um ato de libertação pessoal. T.C.

7. Cyndi Lauper, “True Colors” (1986)

True Colors” já foi regravada por inúmeros artistas, de Phil Collins ao elenco de Glee (2009), mas a versão original de Cyndi Lauper continua sendo a mais marcante. Com sua interpretação sensível e acolhedora, a cantora transmite uma mensagem de aceitação e autenticidade, lembrando às pessoas que elas não precisam mais viver escondidas ou à sombra de quem realmente são. T.C.

6. Muna, “I Know a Place” (2017)

Segundo Katie Gavin, integrante do Muna, a banda decidiu criar uma nova música para celebrar o Orgulho LGBTQ+ em 2015. O resultado foi “I Know a Place”, uma faixa inspiradora que lembra que lar não é necessariamente um lugar físico, mas sim o espaço seguro construído ao lado das pessoas que escolhemos ter por perto. T.C.

5. Rina Sawayama, “Chosen Family” (2021)

O conceito de “família escolhida” ocupa um papel central na experiência de muitas pessoas LGBTQ+, especialmente aquelas que enfrentaram rejeição após assumirem sua identidade. Foi pensando nisso que Rina Sawayama escreveu “Chosen Family”, uma homenagem às redes de apoio construídas fora dos laços biológicos. A mensagem é clara: espaços seguros existem, seja dentro ou fora de casa. A música se tornou um dos maiores sucessos da cantora e ainda ganhou um remix com ninguém menos que Elton John. T.C.

4. Kacey Musgraves, “Follow Your Arrow” (2012)

Ao cantar “beije muitos garotos ou muitas garotas, se isso é o que você gosta”, Kacey Musgraves protagonizou um momento histórico para a música country. Em um gênero tradicionalmente conservador e frequentemente marcado por tensões com a comunidade LGBTQ+, “Follow Your Arrow” ajudou a abrir caminho para uma abordagem mais inclusiva e acolhedora, influenciando uma nova geração de artistas. T.C.

3. Katy Perry, “Firework” (2010)

Tão brilhante quanto o próprio título sugere, “Firework” é uma celebração da individualidade e da autoconfiança. A canção incentiva cada pessoa a revelar seu brilho interior e mostrar suas verdadeiras cores ao mundo. Um dos maiores sucessos da carreira de Katy Perry, a faixa permanece como um de seus hinos mais queridos e segue encerrando os shows de sua residência em Las Vegas. T.C.

2. Christina Aguilera, “Beautiful” (2002)

O videoclipe de “Beautiful” recebeu um prêmio da GLAAD por sua representação positiva da comunidade LGBTQ+, mas também gerou polêmica na época ao mostrar cenas de um casal homoafetivo e de uma mulher trans se maquiando. Apesar das críticas, Christina Aguilera nunca cogitou alterar sua visão artística. A canção, que celebra a beleza de ser fiel a si mesmo, se tornou um marco para inúmeras pessoas que encontraram nela força para se aceitar e até mesmo assumir sua identidade. Encerrada com a frase “não me coloque para baixo hoje”, a música permanece como um dos maiores hinos de autoestima da cultura pop. T.C.

1. Lady Gaga, “Born This Way” (2011)

Poucos artistas tiveram um impacto tão profundo na comunidade LGBTQ+ quanto Lady Gaga, e poucas músicas sintetizam tão bem a alegria, a resistência e o orgulho dessa comunidade quanto “Born This Way”. Definida pela própria cantora como seu hino de afirmação pessoal, a faixa rapidamente se transformou em uma celebração global da diversidade e da igualdade. Mais de uma década após seu lançamento, continua tão relevante quanto antes: um grito de liberdade, um chamado por respeito e uma lembrança poderosa de que, como Gaga canta, “todos nós nascemos superestrelas”. T.C.

+++LEIA MAIS: Os 25 melhores álbuns internacionais de 2025, segundo Rolling Stone Brasil

+++LEIA MAIS: Os 25 melhores álbuns brasileiros de 2025, segundo Rolling Stone Brasil


Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

Compartilhe esta história
Deixe um comentário

Apoios

COMPRAR CURSO