Adam Weiner sabe que você está com raiva. Então, quando o cantor e compositor da Filadélfia começou a escrever um novo álbum para o Low Cut Connie — tanto a banda que ele lidera quanto o nome artístico sob o qual se apresenta — ele buscou inspiração em um grande herói americano específico: Fred Rogers.
“O Sr. Rogers disse: ‘O que você faz com a raiva que sente?’ Lembra daquele discurso enquanto ele vestia o suéter?”, conta Weiner ao podcast Nashville Now da Rolling Stone. “Todos nós sentimos raiva; precisamos usar essa raiva. Precisamos usá-la para nos motivar: ir às ruas, usar a sua voz, votar, conversar com a sua comunidade, organizar-se. Faça isso primeiro, e depois vamos nos divertir. Mas precisamos fazer as duas coisas.”
Weiner canaliza essa energia para ativar e organizar Livin’ in the USA, o oitavo álbum de estúdio do Low Cut Connie, lançado hoje, 3 — bem a tempo do Dia da Independência dos EUA. Composto por 10 músicas, o álbum abre com a melancólica faixa-título. É uma canção sobre se sentir alienado em seu próprio país, que Weiner escreveu em resposta aos ataques do governo atual contra seus cidadãos. “Livin’ in the USA, but it ain’t my home (ou, em tradução livre: “Vivendo nos EUA, mas não é meu lar”), ele canta.
Alguns em seu entorno o aconselharam a não performar a faixa.
“Na verdade, eu tinha alguém na minha equipe que eu dispensei porque essa pessoa me aconselhava a parar de cantar a música, dizendo que isso ia me causar problemas e arruinar minha carreira. Eu não necessariamente achava que essa pessoa estava errada, eu simplesmente não concordava com ela”, diz Weiner. “Eu preciso me olhar no espelho todos os dias e me sentir bem com o que estou fazendo.”
Assista abaixo à entrevista completa de Low Cut Connie no podcast Nashville Now da Rolling Stone.
