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A história do Grupo FBRC, que transformou festas em ativos de comunidade

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Vamos começar com uma reflexão simples. Se eu te perguntasse hoje qual é o ativo mais valioso de uma empresa, o que você diria?

Há não muito tempo, uma boa resposta padrão de mercado apontaria para patentes complexas ou, no universo da tecnologia, para os famosos “códigos-fonte”. A propriedade intelectual técnica era a grande muralha de proteção e a principal percepção de valor de um negócio.

Mas o tempo é um fluxo contínuo de adaptação. Com a inteligência artificial remodelando

conceitos de forma acelerada, a criação e a replicação de linhas de programação tornaram-se commodities. O que antes era um diferencial intransponível, agora, em muitos casos, é apenas uma etapa de produção automatizada.

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Toda essa transformação nos obrigou a rever e a reposicionar nossa atenção. Se a tecnologia pela tecnologia já não segura o mesmo peso solitário no balanço patrimonial intangível de uma empresa, para onde o valor migrou?

A resposta parece estar no fator mais ancestral da humanidade: as relações.

Estamos vivendo a era dos “ativos de comunidades”.

Nos mais diversos setores, as empresas estão virando seus canhões para tentar entender essa dinâmica. Construir movimentos se tornou a bola da vez, mesmo que muitos conselhos de administração ainda não saibam definir muito bem o significado prático desse conceito.

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A Fábrica de pertencimento

Mas é exatamente nesse ponto de interseção entre o abstrato da “comunidade” e o tangível dos negócios que se encontra o Grupo FBRC (Fábrica). O nome da empresa carrega uma precisão irônica. Eles não fabricam peças, softwares ou commodities tradicionais.

Eles se especializaram na criação de festas e eventos. E, por consequência, na construção de valor por meio do pertencimento.

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Renan Coelho é cofundador e CEO da empresa. Mineiro, formado em Marketing pela ESPM, acumula mais de 15 anos de estrada conectando marcas ao público jovem.

Antes, foi cofundador também da República (uma agência de marketing no Rio de Janeiro) e vivenciou a escola de construção de marca dentro da Red Bull, onde atuou com eventos e branding.

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Essa bagagem culminou na criação do Grupo FBRC há 12 anos. De um sonho de mudar a forma de se fazer entretenimento, a empresa alcançou números que desafiam a lógica tradicional: mais de 1.000 eventos realizados, impactando mais de 2 milhões de pessoas ao longo de sua trajetória.

Os ativos em ação: de Tardezinha a CarnaRildy

A empresa não apenas promove festas; ela é criadora e sócia de algumas das maiores propriedades intelectuais (IPs) de eventos do país.

Dentre elas, a “Tardezinha”: o rolê despretensioso, idealizado por Rafael Zulu e Thiaguinho, que se tornou a maior roda de samba do mundo, impactando 907 mil pessoas apenas em 2025 e rodando por mais de 30 cidades.

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A empresa também se desdobra em outros ativos. No Rio de Janeiro, por exemplo, o grupo assina o CarnaRildy, que levou 40 mil pessoas para a Cidade das Artes em quatro dias intensos de carnaval; a BOMA, que transformou o Museu do Amanhã em palco para 25 mil pessoas amantes da música eletrônica global; o projeto Vozes do Amanhã, que promoveu um encontro de gerações da música brasileira; e o Village Rio, que reuniu 200 mil pessoas no Jockey Club carioca durante a Copa do Mundo da FIFA de 2026. 

Do Rio para o Nordeste

Já no Nordeste, o Réveillon Mil Sorrisos representa um dos cases mais bem-sucedidos da FBRC. O projeto começou sua jornada em 2016, na Bahia, em Barra Grande. E, como todo organismo vivo, precisou evoluir.

Em 2022, em um movimento estratégico, o festival fincou suas raízes em Japaratinga, no litoral norte de Alagoas, de frente para a segunda maior barreira de corais do mundo. Desde sua criação, mais de 45 mil pessoas já passaram por lá.

Para a virada de 2027 (que ocorre entre 26 de dezembro de 2026 e 3 de janeiro de 2027), o Grupo FBRC e seus demais sócios (Grupo Onda, NaSala, Badaladinha Produtora e 2Liv) redesenharam a estrutura do festival. O objetivo? Equilibrar a euforia da noite com o ritmo contemplativo do dia.

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O festival terá três ambientes proprietários. O primeiro é o ALMAR, um novo bar de praia focado no bem-estar diurno, com piscina e gastronomia à beira-mar.

O segundo é a Casa Mil Sorrisos, um hub operado pela Gente Ag (agência de influência do grupo), desenhado exclusivamente para conectar criadores de conteúdo e marcas.

E o terceiro, claro, é a Festa Noturna, o palco principal 100% open bar que vai do pôr do sol à madrugada.

A edição de 2027 marca uma ampliação também na grade musical do evento. Nomes como Luan Santana, João Gomes e Menos é Mais farão suas estreias no festival, dividindo o palco com artistas já habituais do projeto – por exemplo, Thiaguinho, Nattan, Pedro Sampaio e Matheus & Kauan. 

A verticalização de olho no futuro

Depois de passar 12 anos construindo audiências, retendo atenção e construindo valor por meio do pertencimento…

Qual o próximo passo?

Segundo Renan, agora o foco é potencializar a verticalização de unidades de negócios complementares (tipo a Gente AG citada anteriormente) e acelerar novos negócios que façam sentido orgânico para as comunidades criadas.

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Um bom exemplo já em andamento dessa estratégia é a Cia de Bebidas. Em vez de apenas venderem espaço no bar de seus eventos para terceiros, eles criaram uma vertical no grupo para desenvolver as próprias bebidas – incluindo o Arpo Gin (premiado internacionalmente) e a vodka contemporânea Nuda.

Em um mercado onde a atenção é o recurso mais escasso, a estratégia escolhida pelo grupo FBRC prova que construir comunidades não é apenas um atalho estratégico: é a nova regra de mercado.


Fonte: LEIA A NOTÍCIA COMPLETA

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