A aguardada cinebiografia de Michael Jackson, intitulada Michael, ainda nem estreou nos cinemas. No entanto, o projeto já vem dando o que falar — e agora se tornou o centro de uma nova polêmica nos bastidores de Hollywood.
Segundo reportagem da Variety, a produção enfrentou uma reestruturação drástica. Isso resultou em uma fortuna gasta apenas em refilmagens para alterar o final do roteiro.
De acordo com fontes da indústria cinematográfica consultada pela revista, o custo adicional das novas filmagens é estimado em até US$ 15 milhões (aproximadamente R$ 76 milhões), elevando o já robusto orçamento inicial de US$ 155 milhões (cerca de R$ 790 milhões).
O motivo para a refilmagem
O motivo dessa despesa extra não foi exatamente criativo, mas jurídico. Os advogados do espólio de Michael Jackson descobriram uma cláusula em um acordo de 1994 com Jordan Chandler, o primeiro jovem a acusar o cantor de abuso. O termo proibia legalmente a representação ou menção a Chandler em qualquer produção cinematográfica.
Como o roteiro original previa um terceiro ato focado justamente no impacto das alegações de 1993 — incluindo cenas de buscas policiais no rancho Neverland —, a produção foi forçada a descartar o material já filmado.
Para contornar o problema, o diretor Antoine Fuqua e o roteirista John Logan precisaram reconstruir o desfecho da trama. Foram realizados 22 dias de filmagens adicionais em Los Angeles para criar um novo encerramento.
A cinebiografia ‘Michael’
Apesar dos contratempos e das alegações de “limpeza de imagem” por parte de críticos, as projeções de bilheteria continuam altas. Estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, Michael tem estreia mundial prevista para abril (dia 23 nos cinemas brasileiros) e promete ser um dos maiores eventos cinematográficos do ano.
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