Mick Jagger é conhecido por sua energia e longevidade impressionantes, principalmente nos palcos. No entanto, ao refletir sobre o inevitável avanço do tempo, o lendário vocalista dos Rolling Stones não hesitou em ser honesto.
Em entrevista ao jornal New York Times (via Ultimate Classic Rock), Jagger — que completa 83 anos no fim deste mês — revelou uma visão pragmática e nada romântica sobre o envelhecimento.
Ao ser questionado sobre o que haveria de bom em envelhecer, seja sob o aspecto físico ou mental, o cantor foi categórico:
“Não há nada de bom nisso.”

Nem mesmo os clichês da “experiência” ou da “sabedoria” com o avanço da idade servem de consolo para o músico. Quando o entrevistador insistiu no assunto perguntando se isso não seria um ponto positivo, Jagger brincou:
“Esqueci toda a minha sabedoria. Posso até ter soltado algumas pérolas de sabedoria ao longo do tempo, mas já esqueci quais eram!”
Ele acrescentou:
“Então, não, não é nada agradável. Você não consegue fazer as coisas tão rápido quanto gostaria. Fisicamente, é preciso ter mais cuidado. Sabe, quando se joga futebol, muitas vezes te colocam no gol. E eu não levo muito jeito para isso!”
Mick Jagger e a maturidade criativa
Embora o envelhecimento não traga alegrias ao cantor, há, porém, ao menos um campo em que a maturidade se provou uma aliada: a composição musical. Mick Jagger admitiu que a bagagem de vida trouxe nuances à sua escrita que ele jamais alcançaria na juventude.
“Eu não teria escrito nenhuma dessas canções (mais recentes) quando tinha 30 anos, honestamente.
Rolling Stones e ‘Foreign Tongues’
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