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Xampers: bar serve espumante na torneira como chope em Pinheiros | Notas Etílicas – Por Saulo Yassuda

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O ato de tomar uma tacinha de espumante raramente é tão trivial como no Xampers.

No bar inaugurado em outubro pela cineasta Georgia Fleury, com poucas mesas e a maior parte do público em pé na calçada, a bebida sai direto da torneira — igual ao chope —, mas em tacinha coupé.

Esse borbulhante (R$ 16,00) é feito no Rio Grande do Sul com glera, uva também conhecida como prosecco — a casa, de tão desconectada das formalidades do vinho, não revela nem por decreto o produtor e chama a bebida de prosecco, nome usado oficialmente apenas na Itália.

Xampers: a casa dedicada ao espumante recebe o público em um salão com poucas mesas (Ligia Skowronski/Veja SP)

Das torneiras, descem ainda um rosé também gaúcho (R$ 16,00) e um borbulhante de caju (R$ 22,00). Quem prefere levar as bolhas mais a sério pode se aprofundar na carta, que inclui garrafas de pét-nat brasileiro, cava, lambrusco e até champanhe de verdade, da Cretol & Fils (R$ 630,00).

Há uma seleção de drinques para variar um pouco (mas não muito, pois todos levam espumante). Fácil de tomar em quantidades absurdas, o julile combina o aperitivo Lillet Blanc com o fermentado de caju e espumante brut (R$ 35,00 o copo; R$ 115,00 a jarra).

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Drinque julile, no Xampers: vem à mesa no copo ou na jarra (Ligia Skowronski/Veja SP)

A carta de comida traz sanduíches no pão do tipo sourdough, como o tuna melt (R$ 50,00), de patê de atum, queijos parmesão e da Canastra e cebola-roxa em conserva, sem frescura, assim como tudo ali.

Dica: como o espaço é exíguo, parte do público se acomoda no vizinho Xenê, bar com sócios em comum.

 

Avaliação: BOM

Xampers

 

Publicado em VEJA São Paulo de 13 de março de 2026, edição nº 2986.

 

ANDROID: https://abr.ai/comerebeber-android

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