Tyler, the Creator fará o show principal do Lollapalooza Brasil 2026 neste domingo, 22, no Palco Budweiser, como parte da turnê que celebra os álbuns CHROMAKOPIA (2024) e Don’t Tap The Glass (2025). Mas o que esperar do setlist?
Dois últimos álbuns
A turnê celebra CHROMAKOPIA (2024) e Don’t Tap The Glass (2025), oitavo e nono álbuns de estúdio de Tyler, que consolidaram o artista como um dos criadores mais singulares do rap contemporâneo.
Enquanto CHROMAKOPIA trouxe um Tyler introspectivo, refletindo sobre paternidade, relacionamentos e o peso da fama, Don’t Tap The Glass soa como o lado oposto da moeda: sem personagens, sem conceito, sem mensagem elaborada — só groove. Juntos, os dois discos formam um retrato completo de onde o artista está agora: maduro o suficiente para se abrir, livre o suficiente para só dançar.
O formato do show nos festivais
O espetáculo no festival tem um formato mais direto do que a arena tour, sem o container verde e sem a caracterização do alter ego de CHROMAKOPIA. Tyler entra no palco como ele mesmo e conduz o show como uma grande retrospectiva: começa pelas faixas mais intensas dos dois últimos discos antes de passear livremente pela carreira, indo de Wolf (2013) a Flower Boy (2017), de Igor (2019) a Call Me If You Get Lost (2021). O resultado é um show que parece tanto uma festa quanto uma aula — e que, nas apresentações anteriores da etapa sul-americana, provou funcionar muito bem.
O que esperar do show
Para o Brasil, a expectativa é de um show divertido e solto, que percorre todas as emoções possíveis em pouco mais de uma hora: das músicas que pedem bate-cabeça, como “NEW MAGIC WAND”, às mais melódicas e vulneráveis, como “Like Him”; dos clássicos consagrados “IFHY” e “EARFQUAKE” às versões reinventadas com novas introduções e instrumentais, como “Tamale” e “See You Again”, que ganham vida própria ao vivo.
O repertório da etapa latino-americana equilibra bem os dois discos recentes com os clássicos da discografia — e a estreia de “She”, cantada exclusivamente no Chile durante essa etapa, é o tipo de surpresa que o público paulistano vai torcer para repetir.
MDS! Tyler, the Creator cantou “She” no Lollapalooza Chile, música que tem participação do Frank Ocean! 🥹👀 pic.twitter.com/PZt0lY5p8V
— Igor Rogh (@igorogh) March 15, 2026
Setlist provável
- “Big Poe”
- “St. Chroma”
- “Rah Tah Tah”
- “Noid”
- “Darling, I”
- “Sugar on My Tongue”
- “Stop Playing With Me”
- “Tell Me What It Is”
- “Sticky”
- “Don’t You Worry Baby”
- “Who Dat Boy”
- “ARE WE STILL FRIENDS?”
- “IFHY”
- “She” (cantada no Lollapalooza Chile, mas deixada de fora do show na Argentina)
- “EARFQUAKE”
- “WUSYANAME”
- “Tamale”
- “I Hope You Find Your Way Home”
- “Like Him”
- “NEW MAGIC WAND”
- “See You Again”
- “I’ll Take Care of You”
Brincadeira com o público — e emoção
A relação de Tyler com o público latino-americano tem sido intensa nos dois sentidos. Na Argentina, ele foi vaiado ao lembrar que cancelou uma passagem pelo continente em 2018 — e chegou a antecipar as vaias ele mesmo, com bom humor. No Chile, repetiu o gesto ao declarar que não sabia quando voltaria, mas desta vez virou a própria piada: se chamou de “puto” pela indecisão.
Fora das brincadeiras, houve espaço para emoção genuína: Tyler ficou visivelmente tocado ao ver a plateia chilena cantando palavra por palavra músicas em inglês, declarando que era incrível ver aquela multidão tão apaixonada por algo que nem é no idioma deles.
Tyler The Creator hizo callar al público #LollaCL2026 pic.twitter.com/OqsEQhMDIL
— OPEN HEARTS (@vicetias) March 15, 2026
Última passagem pelo Brasil
Tyler tem uma relação longa — e cheia de tropeços — com o Brasil. Sua primeira e única visita ao país aconteceu em 2011, quando se apresentou no festival SWU ao lado do coletivo Odd Future, ainda nos primeiros anos de carreira.
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