No fim dos anos 1970 e início dos 1980, a cena de Los Angeles (EUA) foi o epicentro de uma revolução na guitarra. Dois nomes lideravam essa transformação: Eddie Van Halen, com o sucesso estrondoso do Van Halen, e Randy Rhoads, que brilhava no Quiet Riot antes de alcançar o estrelato ao lado de Ozzy Osbourne.
Sendo os dois maiores nomes da guitarra daquela geração, um hipotético cenário de rivalidade entre eles poderia ser considerado algo até natural. Mas até que ponto isso era verdade?
De acordo com Kelly Garni, baixista original do Quiet Riot e amigo de infância de Randy, não era bem assim. Segundo ele, a suposta hostilidade não passava de mito. Rhoads respeitava profundamente o trabalho de Van Halen, embora a dinâmica entre os dois também não fosse exatamente de amizade.

Em entrevista ao podcast Booked On Rock Podcast (via Guitar.com), Garni afirma que esse tipo de postura e comportamento simplesmente não combinava com Randy Rhoads:
“Não havia competição. Com certeza, não havia competição no mundo do Randy. Porque o Randy não competia.”
Ele acrescenta sobre o saudoso amigo e colega de banda:
“Simplesmente não era da natureza do Randy tentar competir. Ele não conseguia! Do jeito que o cérebro dele funcionava… ele não conseguia ter um pensamento do tipo ‘Ah, eu vou ser melhor do que aquele cara!’.”

Randy Rhoads e Eddie Van Halen
Em um relato bem-humorado sobre os bastidores da Sunset Strip, Kelly Garni novamente desmistifica a ideia de que Randy nutria uma rivalidade contra Eddie, mas relembrou uma tentativa de aproximação frustrada devido ao comportamento do líder do Van Halen.
“Randy estava tentando chegar aos bastidores para conhecê-lo, e conseguiu…. Mas o Eddie estava agindo de forma meio estranha, pulando pelas paredes de cueca. E o Randy pensou: ‘Ah, tá… não é a melhor hora para conhecer esse cara’.”
Apesar do choque entre a postura mais reservada de Randy e o comportamento efusivo de Eddie, Garni reforça que a relação entre os dois era baseada em respeito técnico e até “fascínio”, mas jamais em rivalidade ou competição.
No documentário de 2022 Randy Rhoads: Reflections of a Guitar Icon (via site Igor Miranda), Kim McNair, outro amigo de Rhoads, ressalta a opinião de que os guitarristas da época buscavam saber tudo sobre seus “concorrentes”, mas não por rixa ou rivalidade.
Ele comenta:
“Esses foram os anos dos guitar heroes. Em grande parte, as bandas foram julgadas pelo seu guitarrista. Acho que todos os guitarristas da área se mantinham atualizados.”
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