O logotipo do AC/DC — com suas letras pontiagudas em estilo gótico e o raio no centro — costuma ser reconhecível em qualquer lugar do mundo. No entanto, para seu criador, o designer gráfico Gerard Huerta, o trabalho foi encarado como apenas mais uma encomenda em sua prancheta.
Em entrevista recente ao podcast Metal Mayhem ROC (via Brave Words), Huerta surpreendeu os fãs ao revelar que nunca conheceu pessoalmente os integrantes da banda australiana.
Segundo Huerta, a falta de interação direta era comum na indústria fonográfica dos anos 1970, especialmente com bandas que ainda estavam em ascensão. Seu primeiro trabalho com o AC/DC foi na edição internacional de Let There Be Rock (1977), quando inaugurou a logo que ficaria mundialmente famosa.
Ele comenta:
“Eles não se envolveram muito na criação da capa porque eram artistas novos, e o objetivo das gravadoras era vender o máximo de discos possível.”
O designer, atualmente com 74 anos, acrescenta:
“Eu apenas recebia uma ligação, conversava com o diretor de arte, voltava para a minha prancheta, fazia talvez três esboços, um era escolhido e eu finalizava a arte.”
A inspiração para a tipografia veio da Bíblia de Gutenberg, o primeiro livro impresso no mundo, o que Huerta considerou apropriado para o título do álbum (“Que se faça o rock”, em tradução livre), que remete a uma passagem bíblica.
Além do AC/DC, o portfólio de Gerard Huerta inclui trabalhos para nomes como Boston, Blue Öyster Cult, Ted Nugent. Os quais ele também jamais encontrou:
“Eu nunca conheci nenhum dos grupos ou artistas.”
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